Criado pela jornalista Paola Carvalho em parceria com a Livraria Quixote, o projeto Encontros Singulares estreia em setembro, em Belo Horizonte
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A literatura pode ajudar a dar nome a experiências que, muitas vezes, parecem difíceis de organizar em palavras. É a partir dessa ideia que nasce o Encontros Singulares, projeto criado pela jornalista e colunista de CLAUDIA Paola Carvalho em parceria com a Livraria Quixote, em Belo Horizonte.
A proposta é usar livros como ponto de partida para conversas presenciais sobre autonomia feminina, relações de poder e questões da vida contemporânea. A primeira edição acontece em 15 de setembro, com participação gratuita mediante inscrição e sem a exigência de leitura prévia das obras.
A estreia do Encontros Singulares será inspirada em Uma mulher singular, da escritora norte-americana Vivian Gornick, obra que também empresta seu nome ao projeto.
A pergunta que conduz a primeira conversa é “O que significa ser uma mulher singular hoje?”. A partir dela, o encontro pretende passar por temas como autonomia, escolhas, carreira, dinheiro, solidão, desejo, relações afetivas e a construção de uma vida própria.
A proposta não é funcionar como um clube do livro tradicional. Em cada edição, uma obra será usada como ponto de partida de uma questão mais ampla sobre o universo feminino.
“O livro não será tratado como tema fechado nem como objeto de uma análise literária convencional. Ele nos ajuda a dar linguagem à experiência e a reconhecer as relações de poder presentes em nossa rotina. A literatura abre a pergunta; a conversa amplia seus sentidos”, afirma Paola Carvalho.
O projeto surge também em meio a um aumento do consumo de livros no Brasil. Em 2025, cerca de 18% da população adulta comprou ao menos um livro, dois pontos percentuais a mais do que no ano anterior — o equivalente à entrada de aproximadamente 3 milhões de consumidores no mercado.
As mulheres representam 61% desse público, segundo o Panorama do Consumo de Livros, divulgado em 2026 pela Câmara Brasileira do Livro e realizado pela Nielsen BookData.
Ao mesmo tempo, práticas como clubes silenciosos, festas de leitura, retiros literários e encontros em livrarias vêm transformando uma atividade tradicionalmente individual em uma oportunidade de convivência.
“Vivemos cercados por informação, opiniões rápidas e estímulos permanentes, mas nem sempre encontramos espaço para elaborar o que tudo isso significa. O Encontros Singulares nasce do desejo de sair das telas, desacelerar a conversa e reunir pessoas dispostas a escutar, pensar e sustentar perguntas mais complexas”, diz Paola.
Na trajetória de Paola, literatura e economia não aparecem como universos separados. Jornalista e colunista de CLAUDIA, ela constrói seu trabalho na interseção entre esses campos e as discussões sobre o viver feminino.
“A literatura permite observar como essas estruturas se manifestam na experiência cotidiana e ajuda a nomear aquilo que os números, isoladamente, não explicam”, afirma.
No projeto, Paola atua como jornalista, leitora e mediadora. Cada encontro percorre cinco movimentos: livro, pergunta, contexto, conversa e elaboração, e o público poderá participar por meio de perguntas e dinâmicas, sem obrigação de compartilhar experiências pessoais.
A primeira temporada terá três edições. Depois do encontro inspirado em Vivian Gornick, em 20 de outubro acontece “Tentam nos enterrar, não sabem que somos sementes”, com participação especial de Helena Taliberti, lançamento do livro homônimo e sessão de autógrafos.
Em 17 de novembro, Um teto todo seu, de Virginia Woolf, será o ponto de partida para a pergunta “Quanto espaço uma mulher precisa para ser livre?”.
Encontros Singulares: primeira temporada
15 de setembro: O que significa ser uma mulher singular hoje?, a partir de Uma mulher singular, de Vivian Gornick
20 de outubro: Tentam nos enterrar, não sabem que somos sementes, com Helena Taliberti
17 de novembro: Quanto espaço uma mulher precisa para ser livre?, a partir de Um teto todo seu, de Virginia Woolf




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