Domingo (4) é dia de votar para governador, presidente da República, deputados estaduais e federais e dois senadores - Foto: Folha de Pernambuco Domingo, 4 de outubro, vamos às urnas. Nos últimos meses, andei menos do que gostaria, mas o suficiente para ouvir o pulsar do povo. Na redação e nas ruas, tenho aprendido que fazer política não é luxo. É sobrevivência.
Vi e ouvi de tudo. Ouvi gente irritada com barulho de campanha e trânsito travado; vi feirantes desacreditados, dizendo ser “tudo farinha do mesmo saco”; no ônibus, ouvi frases como “tanto faz como tanto fez”; no metrô, não me escaparam resmungos do tipo “nada muda”. Entendi a razão do desencanto. Mas vi também o outro lado. Vi o povo do Morro da Conceição, Zona Norte do Recife, celebrar a redução no racionamento d’água. Vi a vibração de mulheres em São Bento do Una quando a governadora Raquel Lyra (PSD) inaugurou um trecho da Adutora do Agreste. Eram pessoas diferentes unidas pelo mesmo sentimento: a dignidade. Mudei rota de pautas para ver, por exemplo, a entrega de uma cozinha comunitária em Limoeiro. Já era noite quando homens, mulheres e crianças receberam um prato de cuscuz com galinha guisada - para alguns, a primeira refeição do dia. Fui a Afogados da Ingazeira ver o então prefeito João Campos (PSB) dar os primeiros passos na estruturação de sua candidatura ao governo. Em São José do Egito, acompanhei a governadora entregando outra cozinha comunitária, num tempo em que ela ainda não tinha a força que ostenta hoje no Sertão. Em abril, me emocionei ao entrar no Hospital da Criança no último dia da gestão de João Campos no Recife: uma estrutura grande e moderna e atendimento digno, provando que a saúde pública de qualidade é possível. Vibrei com as entregas do Parque da Tamarineira e do Parque Eduardo Campos Vi a disputa ganhar corpo na Missa do Vaqueiro de Serrita, com Raquel e João lado a lado sob um sol de 40 graus e a poeira do Sertão. Fui para a Missa do Vaqueiro em Floresta, para a Corrida da Galinha em São Bento do Una, passei por Gravatá, Caruaru, Garanhuns, Canhotinho... Registrei o que deu tempo. Mas nada do que vi se perdeu.




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