“Às vezes, é melhor a pessoa deixar a posição que ocupa para poder se defender", afirmou o ministro do Trabalho e Emprego
Sérgio Lima/Poder360 - 28.ago.2024
Bruna Rossi de Brasília
24.jun.2026 (quarta-feira) - 13h33 Siga o Poder360 no Google
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta 4ª feira (24.jun.2026) que optaria por substituir o senador Jaques Wagner (PT-BA) no cargo de líder do Governo no Senado, mas que a decisão caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada durante conversa com jornalistas no Ministério do Trabalho e Emprego.
Lula e Jaques Wagner têm reunião marcada nesta 4ª feira (24.jun). Será o 1º contato pessoal entre os 2 desde o dia 18 de junho, quando o senador foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) sobre o Banco Master.
O destino de Wagner ainda é incerto. Apesar da avaliação de pessoas próximas ao governo ser de que o presidente não deverá retirar o senador do cargo, há a expectativa de que Wagner entregue a liderança.
Jaques Wagner foi alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero deflagrada pela PF em 18 de junho para investigar a possível participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. Além do senador, o empresário Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno e ex-sócio do Banco Master, foi um dos alvos das medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares, como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes. De acordo com a corporação, os fatos apurados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Leia a íntegra da nota da assessoria de Jaques Wagner enviada à imprensa:
“O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.

0 Comentário(s)
Deixe seu comentário