Atacante vê diferenças no posicionamento e na postura dos atletas em clubes e seleções

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22.jun.2026 às 17h05

Luciano Trindade Marcos Guedes

Peça fundamental do Arsenal na última temporada, marcada pelo fim do jejum de 22 anos sem o título da Premier League, Gabriel Martinelli, 25, afirmou que o campeonato inglês exige mais fisicamente dos atletas do que a Copa do Mundo. Segundo ele, a intensidade dos jogos na Inglaterra é superior.

Para o atacante, além do fato de muitos jogadores atuarem em funções diferentes nos clubes e nas seleções, o Mundial também tem o calor na América do Norte como fator que interfere diretamente na dinâmica das partidas.

"A Premier League continua sendo mais intensa do que essa Copa, até pelo calor e pelos campos em que a gente vem jogando", disse Martinelli. "Às vezes, o jogador também não está acostumado a jogar com os companheiros de seleção", completou.

Apesar da comparação, o atacante afirmou que tem gostado da qualidade das partidas nesta edição do torneio. "Continua sendo uma Copa muito bonita", afirmou.

Martinelli espera que o nível se mantenha no confronto entre Brasil e Escócia, nesta quarta-feira (24), pela última rodada da fase de grupos. O jogador convive com alguns dos adversários no futebol inglês e projeta um duelo equilibrado.

"Eles têm muitos jogadores de qualidade. Tem o McGinn, que a gente sempre enfrenta com o Aston Villa, o Robertson, que jogava no Liverpool e agora está no Tottenham. Com certeza eles vão vir com tudo, mas estamos treinando bem e esperamos sair com a vitória", disse.

Diante dos escoceses, Martinelli espera voltar a ganhar minutos. Ele ficou no banco na estreia contra Marrocos e atuou por 26 minutos na vitória sobre o Haiti, quando chegou a acertar o travessão.

Para o jogo, Carlo Ancelotti será obrigado a fazer mudanças no ataque após a lesão de Raphinha, que deixou a partida contra o Haiti ainda no primeiro tempo, com dores na coxa direita. Sem o atacante, que deve ficar fora ao menos até as oitavas de final, o treinador tem como opções Igor Thiago, Rayan e Endrick, além da possibilidade de deslocar Martinelli.

Embora já tenha atuado na ponta direita pelo Arsenal, o atacante afirma que a função muda na seleção brasileira, dependendo do esquema e dos companheiros ao lado.

"No Arsenal é completamente diferente de jogar na ponta direita aqui. Depende da formação e de quem está jogando ao meu lado. É mais fácil ir ao fundo e cruzar, ou cortar para dentro com a passagem do lateral", explicou.

"Mas se o Ancelotti me colocar de lateral-direito, eu digo: ‘Claro, mister, pode colocar’", finalizou.

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