Seleção precisa ficar em primeiro não pelos adversários, mas pelo caminho

Jornalista e autor de "Escola Brasileira de Futebol". Cobre sua oitava Copa e cobriu nove finais de Champions

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22.jun.2026 às 17h04

A seleção precisa ganhar da Escócia para ser primeira colocada do Grupo C. Não se trata de escolher o adversário, mas o caminho. Se ficar em primeiro, jogará em Houston contra o segundo colocado do Grupo F. Tem alguma chance de ser a Suécia.

Se ficar em segundo, irá para Monterrey, no México, para enfrentar Holanda ou Japão. Depois, Houston. Nesse caso, não voltará mais a Morristown, a pequena cidade em Nova Jersey, a 40 minutos de Manhattan —se você tiver sorte com o trânsito.

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Morristown não é perto de nada. Nem do ponto de vista de que, para ser longe, tem de ser de algum lugar. Nem assim Morristown é perto. Mas sair de lá é um custo. E ter de virar itinerante, mala nas costas por mais 30 dias até a finalíssima em Nova Jersey, será um custo para jogadores, comissão técnica torcida...

Ah, tem interesse pessoal nisso também.

Acordei às 4h15 nesta segunda-feira (22) para percorrer uma hora de táxi até o aeroporto La Guardia. É longe! Só é perto do aeroporto JFK, que é mais longe ainda. Mas os EUA são um país de primeiro mundo e você logo perceberá isso ao entrar na fila do controle de passaportes, que fica... no meio do saguão.

Depois de cinco minutos, finalmente se entra num percurso mais fechado, com separações e uma placa indicando que, a partir daquele ponto, você levará 11 minutos para chegar ao policial que checará seus documentos. Depois de 12 fileiras separadas por cordas elásticas, o policial apareceu à minha frente, 35 minutos depois da placa com os 11 anunciados.

Vem então a parte mais impactante dos EUA: os raios-x. Quando chega a minha vez, a simpática policial estica uma corrente e ordena que eu entre na outra fila. Quem sou eu para discutir. Eu sou da América do Sul e sei que eles não vão saber.

Destino Miami, três horas e 18 minutos de voo.