Não para descobrir quem matou, nem para seguir a lógica clássica da investigação criminal, mas para pensar como uma morte pode resistir ao apagamento da existência de quem morreu. Tal como nas fotografias de Martha Rosler sobre a guerra do Vietname ou nas imagens convocadas por Guy Debord emA Sociedade do Espetáculo, o objetivo não é apenas mostrar a violência, mas produzir desconforto e romper a anestesia da representação. Neste novo filme, porém, o cadáver regressa como uma insis
“Com sol e chuva /Você sonhava /(…) sei um segredo /Você tem medo”Tudo o que você podia ser, Milton NascimentoUm cadáver coberto por uma caixa de cartão, enquanto cães lhe disputam os restos, persiste
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