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Apesar de, na maioria das vezes, ser associado à falta de escovação, o mau hálito nem sempre está relacionado apenas aos hábitos de higiene. Mais do que uma questão estética, o odor desagradável pode afetar a autoestima e a convivência social e, em alguns casos, merece atenção.
Abaixo, conheça as principais causas por trás do mau hálito.
Gengiva saudável não deve sangrar durante a escovação ou o uso do fio dental. O sangramento recorrente pode ser sinal de gengivite ou de doença periodontal e precisa ser investigado. Além da presença de bactérias associadas à inflamação, o próprio sangue na cavidade oral pode contribuir para a alteração do hálito.
Aquela camada esbranquiçada ou amarelada que pode se acumular sobre a língua, principalmente na região posterior, é chamada de saburra lingual. Ela é formada por células que se desprendem naturalmente da mucosa da boca, microrganismos, componentes da saliva e resíduos alimentares que ficam retidos entre as papilas da língua.
A saburra pode contribuir para o mau hálito porque algumas bactérias presentes nesse material degradam proteínas e produzem compostos voláteis responsáveis pelo odor desagradável. A limpeza pode ser feita com um limpador de língua, sempre de maneira delicada.
A saliva exerce papel importante na proteção e na limpeza natural da boca. Quando sua produção diminui, resíduos e microrganismos permanecem por mais tempo na cavidade oral, o que pode favorecer alterações no hálito. A sensação de boca seca pode estar relacionada à baixa ingestão de líquidos, respiração pela boca, alterações na produção de saliva e diferentes condições de saúde.
Os cáseos amigdalianos, popularmente conhecidos como pequenas bolinhas brancas ou amareladas que aparecem nas amígdalas, também podem estar associados ao mau hálito. Eles se formam a partir do acúmulo de resíduos, células e microrganismos nas pequenas cavidades existentes nas amígdalas e podem apresentar odor bastante desagradável.
Alho, cebola e bebidas alcoólicas podem provocar alterações temporárias no hálito. O tabagismo também contribui para o mau odor e está associado a problemas bucais que podem agravá-lo. Longos períodos sem comer também podem modificar o hálito em algumas pessoas. Por isso, além da higiene, é importante observar os hábitos ao longo do dia.
Diante do mau hálito, muita gente recorre imediatamente ao enxaguante bucal. A sensação de frescor, entretanto, não significa que a causa tenha sido eliminada. A cavidade oral abriga centenas de espécies de bactérias e outros microrganismos que formam o microbioma da boca. Muitos deles convivem naturalmente conosco e participam do equilíbrio desse ambiente.
O hálito ao acordar ou depois do consumo de determinados alimentos pode sofrer alterações passageiras. A situação é diferente quando o odor persiste ao longo do dia ou aparece com frequência, apesar de uma boa higiene bucal. Um dos desafios é que nem sempre a própria pessoa percebe que está com mau hálito. Com o tempo, o olfato pode se adaptar ao odor.



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