Muito além dos sucessos que embalam histórias de amor, o grupo Menos é Mais tem mostrado que a força do pagode também pode transformar realidades. Em entrevista à TV Aurora, os músicos, que se apresentam no área externa do Centro de Convenções de Pernambuco, neste sábado (24), revelam uma faceta menos conhecida de sua trajetória, marcada pelo compromisso social, pela sustentabilidade e por reflexões sobre o comportamento humano.
Somente na turnê Churrasquinho 2026, o grupo já arrecadou mais de 40 toneladas de alimentos, enquanto o Instituto Menos é Mais contribui para atender mais de 80 crianças mensalmente em Brasília. O envolvimento com a proteção animal, a valorização dos catadores de materiais recicláveis e a discussão sobre responsabilidade afetiva também fazem parte dessa história. Entre fé, solidariedade e consciência social, o grupo mostra que o verdadeiro alcance da música pode ser medido não apenas pelos números das plataformas digitais, mas principalmente pelo que permanece na vida das pessoas quando o espetáculo termina. Menos é Mais 1. Quais compromissos éticos vocês acreditam ter com a audiência jovem que acompanha o grupo e se espelha em vocês? Goes: Acho que o primeiro passo é entender a responsabilidade que temos. Hoje, muitos jovens acompanham nossa trajetória, querem trabalhar com música e se inspiram na nossa história. Acredito que o mais importante é conduzir nossa carreira com respeito, valorizar as pessoas que caminham ao nosso lado e mostrar que, por trás de qualquer conquista, existe muito trabalho. Sabemos que o público nem sempre vê tudo o que acontece até um sonho se tornar realidade. 2. Em que momentos a espiritualidade ou a fé atravessam o processo criativo e a trajetória de vocês? Duzão: A fé sempre esteve muito presente na nossa caminhada, principalmente quando ainda não tínhamos certeza de nada. Hoje, é fácil olhar para trás e enxergar tudo o que conquistamos, mas houve uma época em que tínhamos apenas um sonho e muita vontade de fazer acontecer. Até hoje, há momentos em que subimos ao palco, olhamos para aquela multidão cantando e pensamos: ‘Cara, como foi que a gente chegou até aqui?’. É uma sensação de gratidão muito grande. Trabalhamos, corremos atrás e fazemos a nossa parte, mas também entendemos que nem tudo está nas nossas mãos. 3. O que significa sucesso para vocês hoje, quando pensamos não apenas em números de reproduções e popularidade, mas também no impacto que a música pode provocar na vida das pessoas? Duzão: Os números são importantes, claro. Comemoramos cada conquista e cada música que alcança um público maior, mas existe algo que nenhum número consegue mostrar: o lugar que a nossa música ocupa na vida das pessoas. Às vezes, alguém conta que conheceu o namorado ouvindo Menos é Mais, que uma música ajudou a superar um término ou que o Churrasquinho se tornou uma tradição entre os amigos. A gente faz parte das histórias de pessoas que nem conhecemos. Para mim, sucesso também é isso: saber que a nossa música continua presente mesmo depois que o show acaba. 4. Que pontes vocês gostariam de construir entre a música e outras linguagens, como moda, audiovisual e projetos sociais?




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