Esta Copa deve ser a última competição em que Messi e Cristiano Ronaldo estarão na mesma disputa. É uma grande oportunidade para pensarmos quem é o melhor, numa pergunta que desperta emoções e tem a vantagem de envolver jogadores em atividade e contemporâneos (convenhamos, compará-los a Pelé ou Maradona é bem desafiador, para dizer o mínimo). Leia mais (06/22/2026 - 20h33)
Fabio Takahashi trabalhou na Folha por 18 anos, como repórter e editor do DeltaFolha. É gerente de dados da Loft e editor do site Portas. Daniel Mariani é jornalista de dados e cobre sua terceira Copa do Mundo
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22.jun.2026 às 20h33
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Fábio Takahashi Esta Copa deve ser a última competição em que Messi e Cristiano Ronaldo estarão na mesma disputa. É uma grande oportunidade para pensarmos quem é o melhor, numa pergunta que desperta emoções e tem a vantagem de envolver jogadores em atividade e contemporâneos (convenhamos, compará-los a Pelé ou Maradona é bem desafiador, para dizer o mínimo).
Tanto o argentino quanto o português registram marcas impressionantes. Messi liderou a Argentina no título da Copa de 2022. Mas numa seleção com tradição comprovada, que já era bicampeã do Mundial. Ronaldo liderou Portugal à sua maior conquista, a Eurocopa de 2016.
Nos números brutos de gols em toda a carreira, Ronaldo está à frente: 973 contra 914 de Messi, considerando clubes e seleção.
Mas para Ian Graham, físico que passou 11 anos como diretor de pesquisa do Liverpool —cargo em que ajudou o clube a montar o setor de dados mais avançado da Premier League—, Messi é o melhor. Sem hesitação. E antes mesmo dos tentos marcados nesta segunda (22) contra a Áustria, que levaram o argentino à marca de maior goleador em Copas.
Por que essa preferência do especialista?
Graham destaca que Messi jogou menos partidas e, por isso, tem um aproveitamento melhor (0,79 gol por jogo, ante 0,73). Se há um equilíbrio aqui, o argentino dispara quando se consideram as assistências (passes que resultaram em gol): 414 a 261 para o argentino.
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Juntando as duas métricas, Messi participa de um gol a cada 72 minutos em campo; Ronaldo, a cada 88.
No livro "How to Win the Premier League", sobre estatísticas no futebol e no qual ele dedica um capítulo inteiro para analisar os dois astros, o especialista reconhece que reduzir a comparação a gols e assistências é injusto com Ronaldo —esta coluna atualizou os dados dos jogadores até domingo (21), o que não mudou as conclusões.


