Begoña Gómez terá de entregar o passaporte e se apresentar à Justiça espanhola a cada 15 dias
Begoña Gómez terá de entregar o passaporte e se apresentar à Justiça espanhola a cada 15 dias
Reprodução/YouTube Vozpópuli - 10.jun.2026
20.jun.2026 (sábado) - 17h14 Siga o Poder360 no Google
Begoña Gómez, mulher do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez (Partido Socialista Operário Espanhol, centro-esquerda), será julgada por suspeitas de tráfico de influência, corrupção nos negócios, uso indevido de propriedade e desvio de recursos públicos.
A decisão foi proferida neste sábado (20.jun.2026), em Madri, pelo juiz Juan Carlos Peinado. O magistrado também a proibiu de deixar o país.
A investigação apura se Begoña usou a proximidade com o chefe de governo para favorecer interesses privados.
O caso se concentra em um curso de mestrado da Universidade Complutense de Madri. Begoña codirigia uma cátedra ligada ao programa, responsável por projetos com empresas. Segundo a acusação, ela teria usado recursos públicos, contatos pessoais e influência para beneficiar essas corporações.
A mulher de Sánchez também é investigada pela suposta apropriação de um sistema desenvolvido para a cátedra e pelo possível uso de uma assessora paga pelo Estado em atividades do projeto.
A Justiça apura ainda se Begoña escreveu cartas de recomendação para favorecer o empresário de tecnologia Juan Carlos Barrabés em licitações públicas. Barrabés, que era parceiro da acusada no projeto universitário, também será julgado por tráfico de influência e corrupção.
Begoña nega as irregularidades. A defesa recorrerá das medidas cautelares, incluindo a retenção do passaporte.
O processo contra Begoña se soma a outras investigações sobre integrantes e ex-integrantes do Psoe. O primeiro-ministro não foi indiciado.
Entre os investigados está José Luis Ábalos, ex-ministro dos Transportes, suspeito de receber propina relacionada à compra de máscaras durante a pandemia.
Também são apurados contratos públicos e esquemas de influência envolvendo aliados de Sánchez.
O primeiro-ministro afirma que as investigações fazem parte de uma campanha política para derrubar sua gestão.