Crise interna e aposentadorias previstas ampliam o peso da eleição de 2026 sobre a composição da Corte

O Supremo Tribunal Federal (STF) seguirá no centro da política em 2027. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta reeleição, tem evitado o assunto, enquanto o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que poderá escolher cinco nomes para a Corte. O mais provável, no entanto, é que o próximo presidente eleito deverá indicar entre três e quatro nomes e redesenhar o Supremo.

Durante o próximo mandato presidencial, três ministros da Corte deverão se aposentar compulsoriamente ao completar 75 anos. Além dessas três vagas, há uma cadeira atualmente aberta no STF, após o Senado rejeitar a indicação feita por Lula.

Em evento no Ceará, Flávio disse acreditar na saída de Alexandre de Moraes e na aposentadoria de Gilmar Mendes, prevista para 2030 — ano em que termina o mandato do próximo chefe do Planalto.

“O próximo presidente da República, que vai ser o Flávio Bolsonaro, indicando mais cinco ministros do Supremo, nós não veremos mais esse triste espetáculo de tentativa de proteger Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em ato na Avenida Paulista no 7 de Setembro, o candidato do PL já havia dito que teria a prerrogativa de fazer as cinco indicações porque Moraes “vai cair”, em referência a um possível impeachment do magistrado.

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