O Exército israelense matou duas pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira (23), segundo informaram a Defesa Civil e o Ministério da Saúde do Líbano, o que levou o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, a acusar Israel de violar o cessar-fogo assinado na sexta (19) e que vinha sendo respeitado em grande parte desde domingo (21). Leia mais (06/23/2026 - 12h03)

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23.jun.2026 às 12h03

O Exército israelense matou duas pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira (23), segundo informaram a Defesa Civil e o Ministério da Saúde do Líbano, o que levou o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, a acusar Israel de violar o cessar-fogo assinado na sexta (19) e que vinha sendo respeitado em grande parte desde domingo (21).

A trégua nos combates era a mais longa até agora nesta guerra. Os novos ataques acontecem em meio ao avanço do acordo entre Estados Unidos e Irã, que prevê o fim das operações militares de todas as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio, incluindo a frente libanesa.

Também nesta terça, o presidente libanês, Joseph Aoun, rejeitou a ocupação israelense do sul do Líbano e de outras interferências estrangeiras —em alusão ao Irã—, enquanto começa em Washington a quinta rodada de negociações entre Israel e o Líbano.

"Não aceitaremos nada menos do que o fim da ocupação israelense e, ao mesmo tempo, o fim da tutela estrangeira, pois nossa única opção é a soberania nacional e nossa única aposta é no Estado libanês", afirmou Aoun.

Ele também expressou esperança de que a nova rodada de negociações seja decisiva no caminho para alcançar", entre outros pontos, "a restauração total da soberania do Líbano sobre cada grão de seu solo".

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Autoridades libanesas têm insistido que as negociações presenciais com Israel são a única maneira de garantir o fim da guerra que se arrasta desde 2 de março, quando o Hezbollah disparou contra Israel em apoio ao Irã e desencadeou ataques aéreos e terrestres israelenses que já mataram mais de 4.000 pessoas no Líbano.

No entanto, quatro rodadas de negociações entre o Líbano e Israel, realizadas desde abril, não conseguiram estabelecer um cessar-fogo duradouro.

O Líbano afirmou que um de seus principais objetivos nas negociações seria garantir a retirada militar israelense, mas altas autoridades israelenses declararam que as tropas permaneceriam no sul do Líbano por tempo indeterminado.

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Israel, por sua vez, considera que o objetivo das próximas negociações é "desarmar o Hezbollah e alcançar um acordo de paz genuíno" com o Líbano, de acordo com declaração do porta-voz do governo israelense, David Mencer, na véspera das novas negociações.

Segundo a imprensa estatal libanesa, dois homens morreram nesta terça quando soldados israelenses "abriram fogo com suas metralhadoras em sua direção, quando eles estavam ao lado de uma escavadeira que desobstruía uma estrada" perto da cidade de Nabatieh.

O Exército de Israel afirmou que "identificou uma célula de terroristas armados que operava nas imediações de suas forças na zona de segurança" e acrescentou que os soldados miraram nos indivíduos "para eliminar a ameaça".