Produção desastrosa, segundo os próprios integrantes, transformou um projeto promissor em um álbum com sonoridade esquisita e sombria

Produção desastrosa, segundo os próprios integrantes, transformou um projeto promissor em um álbum com sonoridade esquisita e sombria

Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Em 1983, a música pesada viveu uma das junções mais improváveis. De um lado, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward representando o Black Sabbath. Do outro, Ian Gillan, a antiga voz do Deep Purple, mas que a partir de então seria o novo cantor do Sabbath.

O resultado foi o álbum Born Again (1983), um trabalho concebido em meio a muitas expectativas, mas que acabou entrando para a história por uma produção considerada caótica e dilemas de mixagem que assombram a banda até hoje.

No entanto, apesar da empolgação inicial, o lançamento do disco ficou prejudicado, na opinião de seus criadores. O som de Born Again chegou ao público abafado, grave demais e com pouca definição.

Ao longo do tempo, Ian Gillan é quem menos escondeu sua insatisfação com o resultado final da produção de Born Again. Em entrevista a Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil, o vocalista declarou:

O guitarrista Tony Iommi também lamentou que a sonoridade do álbum não tenha ficado a ideal. Em declaração destacada pela Far Out Magazine, ele afirma que a banda até tentou vetar o lançamento de Born Again dessa forma, mas não conseguiu:

Born Again acabou sendo o único disco do Sabbath com Gillan nos vocais. Em seguida, ele retornou para a reunião da formação clássica (Mk2) do Deep Purple.

Tony Iommi já afirmou que pretende remixar Born Again num futuro próximo. Ian Gillan comentou sobre a ideia:

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