Uso de canecas emagrecedoras só deve ser feito com acompanhamento médico - Canva Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença crônica, a obesidade está associada a mais de 200 complicações clínicas   Durante muito tempo, o emagrecimento foi tratado apenas como uma questão de aparência. Esse entendimento, além de equivocado, atrasou o diagnóstico e o tratamento de milhões de pessoas. Hoje, a medicina reconhece a obesidade como uma doença crônica, complexa e multifatorial, resultado da interação entre fatores genéticos, hormonais, metabólicos, ambientais, comportamentais e emocionais. Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde indicam crescimento contínuo da doença nas últimas décadas, tornando a obesidade um dos principais desafios para a saúde pública.

O excesso de gordura corporal não representa apenas um aumento na balança. O tecido adiposo funciona como um órgão metabolicamente ativo, produzindo substâncias inflamatórias que alteram o funcionamento de praticamente todos os sistemas do organismo. É justamente esse processo inflamatório crônico que explica por que a obesidade está relacionada a mais de 200 doenças. Entre todas essas complicações, três merecem atenção especial pelo impacto na mortalidade, na perda da qualidade de vida e nos custos para os sistemas de saúde. Diabetes tipo 2 - A obesidade favorece o desenvolvimento da resistência à insulina, condição em que as células deixam de responder adequadamente ao hormônio responsável por controlar a glicose no sangue. Como consequência, o organismo precisa produzir quantidades cada vez maiores de insulina até que o pâncreas não consiga mais compensar esse mecanismo. O resultado é o diabetes tipo 2, doença que aumenta significativamente o risco de insuficiência renal, cegueira, amputações e eventos cardiovasculares. Doenças cardiovasculares - O excesso de gordura corporal favorece hipertensão arterial, alterações do colesterol, inflamação vascular e aterosclerose. Esses fatores aumentam o risco de infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca.  Não por acaso, as doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no Brasil e no mundo, e a obesidade é um dos fatores modificáveis mais importantes nesse contexto. Esteatose hepática - Durante muitos anos considerada uma doença silenciosa e pouco preocupante, hoje se sabe que ela pode evoluir para inflamação crônica, fibrose, cirrose e até câncer de fígado. A obesidade é o principal fator associado ao desenvolvimento dessa doença, que cresce de forma paralela ao aumento do excesso de peso na população. Embora essas sejam três das principais complicações, a obesidade também está relacionada à apneia do sono, osteoartrite, infertilidade, síndrome dos ovários policísticos, refluxo gastroesofágico, depressão e diversos tipos de câncer, como os de mama, intestino, endométrio e rim. Nesse cenário, o tratamento da obesidade passou por uma transformação importante nos últimos anos. As chamadas canetas emagrecedoras representam um dos maiores avanços da medicina metabólica. Medicamentos como os agonistas do GLP 1 e os agonistas duplos atuam reduzindo o apetite, aumentando a saciedade e  melhorando o controle da glicemia. Em pacientes com indicação médica, essas terapias contribuem para perdas de peso clinicamente relevantes e também reduzem o risco de complicações metabólicas e cardiovasculares. Outro aspecto que merece atenção é o estigma relacionado à obesidade. Muitas pessoas ainda acreditam que basta "ter força de vontade" para emagrecer. Essa visão ignora os mecanismos biológicos que regulam fome, saciedade, gasto energético e armazenamento de gordura. A obesidade não é consequência exclusiva de escolhas individuais. Trata-se de uma doença complexa que exige diagnóstico, tratamento e acompanhamento contínuo. Tratar a obesidade significa prevenir doenças graves, aumentar a expectativa de vida e oferecer ao paciente condições para viver com mais saúde. Esse processo deve ser conduzido por um médico, que avaliará a necessidade de mudanças no estilo de vida, o uso de medicamentos, a investigação de doenças associadas e o acompanhamento de longo prazo. Afinal, assim como ocorre com outras doenças  crônicas, a obesidade exige tratamento contínuo, baseado em evidências científicas e individualizado para cada paciente. Seja a sua melhor versão @rafaelcoelhomed | www.rafaelcoelhomed.com.br Acontece Recife recebe unidade de academia premium da Bio Ritmo Foto: Divulgação Recife passa a contar com a primeira unidade no Nordeste da rede de academias premium Bio Ritmo, com inauguração marcada para a primeira quinzena de julho, em Boa Viagem, Zona Sul da capital. Localizada na Avenida Engenheiro Domingos Ferreira, 1380, a unidade tem 4.100 m² e adota o conceito de “Wellness Center”, reunindo musculação, piscina, spa, espaço kids e estúdios de treino. As mensalidades partem de R$ 480. O CEO do Grupo Smart Fit, Diogo Corona, afirma que Recife é um mercado estratégico dentro da expansão nacional da rede O projeto integra a estratégia de expansão da marca no país e conta com participação de empresários locais ligados ao setor fitness. O espaço também inclui planos personalizados de acompanhamento e serviços integrados de saúde e performance. O CEO do Grupo Smart Fit, Diogo Corona, afirma que Recife é um mercado estratégico dentro da expansão nacional da rede. Recife cria dia de conscientização sobre lipodistrofia e Síndrome de Berardinelli O Recife passou a contar com uma data oficial dedicada à conscientização sobre a lipodistrofia e a Síndrome de Berardinelli. A Lei Municipal nº 19.520, de autoria do vereador Samuel Salazar e sancionada pelo prefeito Victor Marques, institui o Dia Municipal de Conscientização, Orientação e Tratamento da Lipodistrofia, celebrado anualmente em 29 de abril. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a condição, estimular o diagnóstico precoce, combater o estigma e incentivar políticas públicas voltadas às pessoas que convivem com a doença, especialmente a Síndrome de Berardinelli, uma enfermidade genética rara que compromete o armazenamento de gordura no organismo e pode provocar graves alterações metabólicas. ANS anuncia índice de reajuste de plano de saúde para o ciclo 2026-2027 A advogada especializada em planos de saúde Iris Novaes destaca o reajuste dos planos de saúde válido até maio de 2027. “É importante informar que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu o reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares. Já para planos empresariais e coletivos por adesão, o índice não é tabelado pela ANS”, explica. “Quem sentir alguma diferença em relação ao contrato deve buscar orientação jurídica”, aconselha. Outro ponto importante, segundo a advogada, é que o reajuste não é aplicado a todos de uma única vez, mas conforme o aniversário de cada contrato. “O cliente deve estar atento ao plano contratado, verificar se os reajustes estão sendo aplicados corretamente e, se necessário, exigir seus direitos”, reforça Íris Novaes. Instituto Guia Social completa 19 anos ampliando ações em saúde e inclusão Criado em 2007 como uma rede de apoio a pessoas vivendo com HIV e aids, o Instituto Guia Social (IGS) completa 19 anos com atuação ampliada em áreas como saúde, inclusão digital, proteção social, primeira infância, pessoa idosa e desenvolvimento comunitário. Com sede no Ipsep, no Recife, a instituição passou por uma reformulação em 2023 e hoje desenvolve projetos como o Guia Digital Teen, voltado à inclusão digital de adolescentes em situação de vulnerabilidade, além de iniciativas de qualificação profissional, cidadania e promoção de direitos. Ao longo de quase duas décadas, a organização também fortaleceu sua atuação na defesa da qualidade de vida de pessoas com lipodistrofia e na participação em conselhos de direitos.   Você Sabia?  Você sabia que a queda de cabelo pode aumentar no inverno? | Se você já percebeu mais fios no ralo do banheiro ou na escova durante os meses mais frios, saiba que isso não é apenas impressão. O outono e o inverno realmente podem intensificar a queda capilar e o ressecamento dos fios Biomédica Renata Souto Maior - Foto: Divulgação “É normal a pessoa perder entre 80 e 100 fios de cabelo por dia. Quando essa quantidade é ultrapassada de forma persistente, é importante investigar as causas com um especialista”, explica a biomédica Renata Souto Maior, especializada em Tricologia regenerativa. Segundo a especialista, o problema tende a se agravar no inverno por uma combinação de fatores. “O uso frequente de água quente, o secador em temperaturas elevadas e a menor exposição ao sol deixam os fios mais fragilizados, desidratados e quebradiços. Isso facilita a queda”, pontua. Ela também alerta para outro fator comum nessa época do ano: “A baixa incidência de sol e o aumento da oleosidade em algumas pessoas podem favorecer o surgimento da dermatite seborreica, que é uma das causas associadas à queda de cabelo”. Mas há formas simples de prevenção no dia a dia. “É fundamental ajustar a temperatura da água, evitar o excesso de calor nos fios, usar shampoos mais suaves e manter uma rotina de hidratação capilar adequada. Nos casos de dermatite seborreica, pode ser necessário o uso de shampoos específicos”, orienta Renata. Quando a queda já está instalada e se intensifica no inverno, o alerta é claro: “O ideal é procurar acompanhamento especializado para identificar a causa e indicar um tratamento individualizado”, conclui a biomédica.