O Tribunal de Contas da União (TCU) marcou para a próxima quarta-feira (30), às 11h, a posse de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como ministro da Corte. A cerimônia, em princípio, será restrita. O plenário do tribunal concluiu, nesta quarta-feira (23), que Pacheco a…

O Tribunal de Contas da União (TCU) marcou para a próxima quarta-feira (30), às 11h, a posse de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como ministro da Corte. A cerimônia, em princípio, será restrita.

O plenário do tribunal concluiu, nesta quarta-feira (23), que Pacheco atende aos requisitos constitucionais de idoneidade moral e reputação ilibada exigidos para o cargo. Ele já teve seu nome aprovado pelo Congresso Nacional, no começo do mês, mas essa aprovação do plenário do TCU era um rito que precisava ser cumprido para permitir que ele tome posse.

Pacheco vai ocupar a vaga deixada pelo ministro Bruno Dantas, que pediu a exoneração do cargo para trabalhar na iniciativa privada. A vaga é de indicação do Senado Federal.

Advogado criminalista, Pacheco, de 49 anos, nasceu em Porto Velho (RO), mas cresceu em Passos, no sul de Minas Gerais. Foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e iniciou a carreira política em 2014, ao ser eleito deputado federal por Minas. Na Câmara, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ganhou projeção durante a análise das denúncias contra o então presidente Michel Temer.

Pacheco tentou a Prefeitura de Belo Horizonte em 2016 e, dois anos depois, foi eleito senador. Chegou à presidência do Senado em 2021, com apoio decisivo de Davi Alcolumbre, e comandou a Casa por dois biênios, até fevereiro de 2025. No período, tornou-se um dos principais interlocutores do Congresso com os governos Jair Bolsonaro e Lula.

O TCU é composto por nove ministros. Seis cadeiras são preenchidas por indicação do Congresso Nacional — três da Câmara e três do Senado. As outras três vagas são indicadas pelo presidente da República, com aprovação do Senado. Entre as vagas presidenciais, duas devem ser preenchidas alternadamente por auditores do próprio tribunal e integrantes do Ministério Público junto ao TCU, a partir de listas tríplices.