Paulo Rubem defende financiamento da cultura durante os 12 meses do ano em Pernambuco - Vinicius Lins/Folha de Pernambuco O candidato ao Senado pela federação Psol/Rede, Paulo Rubem, defendeu a criação de uma política permanente de financiamento da cultura, com recursos destinados ao setor durante todos os meses do ano, e não apenas em períodos de grandes festas. Para o candidato, a cultura deve ser tratada também como atividade capaz de gerar emprego, renda e movimentar uma ampla cadeia produtiva.

“Orçamento é todo ano, cultura tem que ser 12 meses. Então, não pode ser só o Carnaval, o São João, o dia da padroeira, aniversário da cidade”, afirmou.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (11), durante a sabatina da Rádio Folha 96,7 FM. Paulo Rubem foi o segundo entrevistado da série.

Segundo ele, os recursos destinados à cultura precisam alcançar artistas e produtores em diferentes regiões e períodos do ano. “Se a gente pegar um carro aqui, sair daqui do Recife Antigo, da sede da Rádio Folha, e for para o Sertão, onde a gente passar, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, domingo, tem gente fazendo cultura”, afirmou.

Paulo Rubem mencionou trabalhadores como costureiras, agricultores, músicos e artesãos, além de manifestações culturais desenvolvidas em comunidades quilombolas, periferias, sítios e engenhos.

“A costureira faz cultura, o agricultor faz cultura, o músico faz cultura, o artesão faz cultura. Você chega no Alto do Moura, o maior centro de arte figurativa das Américas, tem gente trabalhando todo dia. Mas por que você só vê dinheiro rolar para Carnaval e São João?”, questionou.

Formação e acesso aos recursos Além do financiamento, Paulo Rubem defendeu a ampliação da formação para artistas, principalmente os que estão começando e vivem nas periferias. De acordo com o candidato, é necessário preparar os profissionais para compreender como funcionam os mecanismos de financiamento e os orçamentos públicos destinados à cultura.

“Os artistas, sobretudo aqueles que estão começando da periferia, mais jovens, que não têm experiência, que não têm muitos contratos, têm que ter uma formação”, disse. Confira um trecho da sabatina na Rádio Folha:  

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