Hatch francês acelera de 0 a 100 km/h em 9,3 s com etanol, enquanto o chinês precisa de 15,7 s

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22.jun.2026 às 20h31

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Uma nova fabricante chegou ao Brasil com opções em todos os segmentos, oferecendo de compactos de apelo popular a vans e sedãs de luxo. Em pouco tempo, seus carros importados começaram a ser vistos como opções interessantes diante da concorrência formada por marcas tradicionais. BYD? Não. O texto se refere à Peugeot do início da década de 1990.

Passados 34 anos de presença oficial no Brasil, a marca francesa não vive seu melhor momento. A linha atual da marca se resume a dois compactos flex: o SUV 2008 e o hatch 208, que enfrenta o elétrico chinês Dolphin Mini neste teste Folha Mauá.

O modelo da BYD é o compacto da vez, com 29,5 mil unidades vendidas entre janeiro e maio, segundo dados da Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos). O Peugeot registrou 9.809 emplacamentos no mesmo período, resultado distante dos números obtidos pelo antigo 206 no início deste século.

Apesar de ser produzido na Argentina, o 208 é mais nacional que o Dolphin Mini, devido às peças feitas no Brasil. O motor 1.0 flex, por exemplo, é produzido em Betim (MG). A marca francesa faz parte do grupo Stellantis, que engloba ainda Fiat, Citroën, Jeep e RAM.

O BYD é montado em regime SKD (sigla em inglês para parcialmente montado) na fábrica de Camaçari (BA). Todas as peças vêm da China, mas a montadora promete estabelecer uma extensa lista de fornecedores locais até 2027.

Hatch compacto mais rápido do Ranking Folha Mauá 2025, o Peugeot 208 custa R$ 120.990 na versão Allure. O teto panorâmico é único em seu segmento e em sua faixa de preço. No Dolphin Mini GS (R$ 119.990), a exclusividade aparece nos ajustes elétricos do banco do motorista.

Os demais equipamentos são equivalentes. Ar-condicionado, direção com assistência elétrica, rodas de liga leve e central multimídia estão presentes em ambos.

Em movimento, o hatch de origem francesa se mostra mais maduro que o BYD. O comportamento em curvas e as boas retomadas proporcionadas pelo motor 1.0 turbo flex de 130 cv dão vivacidade ao compacto. Os 100 km/h foram atingidos em 9,3 segundos com etanol. O BYD precisou de 15,7 segundos para completar a mesma prova.

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Peugeot 208 ALLURE Preço: R$ 120.990 (junho/2026) Motor: flex, dianteiro, turbo, 999 cm³ Potência: 130 cv (etanol) e 125 cv (gasolina) a 5.750 rpm Torque: 20,4 kgfm a 1.750 rpm (etanol/gasolina) Transmissão: câmbio automático do tipo CVT, sete marchas Pneus: 195/55 R16 Peso: 1.140 kg Porta-malas: 304 litros Tanque: 47 litros Comprimento: 4,05 m Largura: 1,74 m Altura: 1,47 m Entre-eixos: 2,54 m Aceleração (0 a 100 km/h, em segundos): 9,3 (etanol) e 10 (gasolina) Retomada (80 km/h a 120 km/h, em segundos): 7,2 (etanol) e 7,8 (gasolina) Consumo urbano (km/l): 9,9 (etanol) e 11,9 (gasolina) Consumo rodoviário (km/l): 14,7 (etanol) e 18,1 (gasolina) Autonomia urbana com etanol: 465 km Autonomia rodoviária com etanol: 559 km Autonomia urbana com gasolina: 691 km Autonomia rodoviária com gasolina: 851 km

Dados sobre preço, potência, dimensões e capacidades são de responsabilidade da montadora; consumo e desempenho foram medidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia

A posição de dirigir é bem acertada em ambos os modelos, mas o banco do motorista do Dolphin Mini tem espuma mais macia, bom para o uso na cidade. A baixa autonomia rodoviária também reforça a proposta urbana do hatch chinês.

O BYD é capaz de percorrer 268 km na estrada a 90 km/h com uma carga completa, segundo a medição feita pelo IMT (Instituto Mauá de Tecnologia).