Apresentador e comentarista estava no programa Encontro com Patrícia Poeta quando demonstrou desconforto; calor tem relação com problema

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O mal-estar de Alex Escobar na TV, causado por um “pico de pressão”, destaca a crescente relação entre eventos térmicos extremos e a saúde. Especialistas alertam que as mudanças climáticas e as altas temperaturas podem provocar alterações na pressão arterial, com riscos cardiovasculares graves. Entenda o fenômeno.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O pico de pressão que causou mal-estar no apresentador e comentarista Alex Escobar nesta segunda-feira, 22, é um evento que pode estar relacionado a doenças, no entanto, cada vez mais, tem sido estudado como um fenômeno relacionado às mudanças climáticas e suas temperaturas extremas. O calor experimentado nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo pode levar a episódios de variação da pressão arterial, como a testemunhada nesta manhã pelos telespectadores.

O estado de Escobar chamou a atenção de quem estava acompanhando ao vivo o programa Encontro com Patrícia Poeta, na TV Globo. Normalmente entusiasmado, Escobar apresentava dificuldade para completar o raciocínio, repetia palavras e até precisou fazer pausas durante a fala.

A emissora confirmou que o comentarista passou mal por causa de um “pico de pressão” relacionado com as altas temperaturas dos Estados Unidos.

A Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) publicou um artigo neste ano abordando os impactos de eventos térmicos extremos para a saúde cardiovascular. Segundo a entidade, a exposição às variações de temperatura causa alterações na pressão arterial, levando aos picos.

“A exposição ao frio causa aumentos agudos nas pressões arteriais sistólica e diastólica, enquanto o calor pode levar à hipotensão e instabilidade ortostática”, diz.

Em outras palavras, quando está muito quente, os casos de pressão baixas podem ocorrer, assim como situações de queda brusca e excessiva da pressão arterial. Este é o pico de pressão baixa.

Segundo Rodrigo Pinto Pedrosa, diretor financeiro do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, não é possível determinar o diagnóstico de Escobar sem ter acesso ao caso, mas temperaturas elevadas podem baixar a pressão arterial.

“O calor provoca dilatação dos vasos sanguíneos e aumento da perda de líquidos pelo suor, favorecendo redução da pressão arterial, especialmente se houver desidratação”, diz Pedrosa, que também é professor da pós-graduação da Universidade de Pernambuco (UPE).

O quadro pode ser assintomático, mas o paciente pode apresentar tontura, dor de cabeça, falta de ar, confusão, atordoamento e visão turva.

E o que fazer em um pico de pressão? “Manter hidratação adequada, evitar exposição prolongada ao calor, reduzir atividades físicas nos horários mais quentes, utilizar roupas leves e monitorar a pressão arterial em pessoas hipertensas ou com doenças cardiovasculares”, recomenda o cardiologista.

Se os sintomas forem persistentes, a orientação é buscar avaliação médica.

De acordo com a AHA, o estresse térmico não deve ser ignorado por seu potencial de levar a quadros cardiovasculares que podem ser graves.

Tanto o frio excessivo quanto as altas temperaturas ao aumento de casos de infarto, acidente vascular cerebral e descompensação de doenças prévias, como insuficiência cardíaca. Esses cenários também podem levar à morte.

“Globalmente, estima-se que 9,4% de todas as mortes sejam atribuíveis a temperaturas não ideais.”

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