O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abrirá o debate geral da 81ª Assembleia Geral das ...
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abrirá o debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira, 22, em Nova York, nos Estados Unidos, às 9h (10h horário de Brasília). O tradicional discurso de abertura é sempre feito pelo Brasil, antes mesmo do anfitrião. Mas, afinal, por que isso acontece?
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Primeiro é preciso esclarecer que o orador brasileiro, nos últimos 4 anos representado por Lula, faz a abertura do evento desde 1955. Isso só não aconteceu nos anos de 1983 e 1984, na 38ª e 39ª edição, respectivamente, Brasil e EUA inverteram as posições.
Depois do Brasil, é a vez dos Estados Unidos, que tem como orador o presidente Donald Trump, desde o ano passado. Só então que os demais membros fazem seus discursos.
O País integrou o primeiro grupo de 51 países fundadores da ONU. Hoje, são 193 nações, mas a "regra" continua, apesar de não haver documentos ou normas da entidade com essa previsão.
Após os dois primeiros, a ordem dos palestrantes se torna um pouco mais política. Depende do nível de representação — a importância do orador enviado por aquele país. Isso significa que se um país enviar um Chefe de Estado, é provável que ele fale antes do que uma nação que opta por um representante de nível inferior, como Ministro das Relações Exteriores.
Há algumas teorias que explicam o protagonismo do Brasil no 'parlamento mundial' da ONU. Uma das hipóteses é que seria um prêmio de consolação pelo fato de o Brasil ter ficado de fora do Conselho de Segurança da Organização, composto por Estados Unidos, Rússia, França, China e Reino Unido desde a fundação da ONU, em 1945.
Outra teoria difundida é a de que o Brasil tem essa atribuição pela sua participação na solução pacífica da criação do Estado de Israel, ainda nos primórdios da ONU. No entanto, a explicação mais difundida foi dada por Desmond Parker, chefe de protocolo da ONU, em entrevista à rádio norte-americana NPR em 2010.
“Em tempos muito antigos, quando ninguém queria falar primeiro, o Brasil sempre se oferecia para falar primeiro. E assim ganhou o direito de falar primeiro na Assembleia Geral”, declarou.
Independentemente da teoria, ter a palavra inicial na reunião é uma grande oportunidade para apresentar à comunidade internacional as prioridades da política externa do Brasil. A reportagem entrou em contato com a assessoria da Presidência e questionou sobre qual questão Lula irá abordar no encontro, mas não teve retorno.
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