O Brasil fez duas partidas muito abaixo do que fizeram Holanda e Japão, que empataram por 2 a 2 e depois golearam seus adversários de forma implacável.A seleção de Ancelotti foi dominada pelo Marrocos, jogando mal principalmente no primeiro tempo, e co
O Brasil fez duas partidas muito abaixo do que fizeram Holanda e Japão, que empataram por 2 a 2 e depois golearam seus adversários de forma implacável.
A seleção de Ancelotti foi dominada pelo Marrocos, jogando mal principalmente no primeiro tempo, e conseguiu um empate graças a uma grande jogada e um belíssimo gol de Vinicius Jr.
Depois, venceu o Haiti por 3 a 0, mas sem convencer. Para mim, o desempenho nessa partida foi mais preocupante do que contra os marroquinos, devido à fragilidade do adversário.
Nosso parâmetro é a grande diferença de intensidade e de dinâmica de jogo, assim como de objetividade e agressividade, mostradas por holandeses e japoneses em relação à nossa lentidão.
Mas a primeira fase de Copa do Mundo pode ser mesmo difícil e ruim, como foi para a Argentina em 2022, que acabou sendo a campeã.
Não estou comparando times nem ciclos, porque o elenco argentino era mais qualificado e pronto do que o nosso naquele momento. Mas em 2022, mesmo com Messi mais jovem e voando, a seleção argentina teve de jogar seis finais após perder para a Arábia Saudita na estreia.
O Brasil está cheia de problemas. Aliás, já chegou assim aos Estados Unidos porque, logo de início, Carlo Ancelotti perdeu três peças fundamentais para seu esquema tático e para o jogo da equipe.
Rodrygo e Militão, além de titulares, eram de confiança do treinador, e Estêvão era o melhor jogador do time e candidato a craque da Copa.
Japão e Holanda já estão prontos há muito tempo e preparados para esta Copa.
As eliminatórias europeias são muito difíceis e deixam as seleções classificadas experientes para grandes confrontos.
Já na Ásia, apesar de os japoneses dominarem, não é fácil, devido às rivalidades locais.
Mas eles, a cada Copa, chegam melhores e evoluem. Nesta edição, mostram um poder de decisão e uma agressividade que não tinham nas anteriores.
Os japoneses já marcaram seis gols em dois jogos e sofreram dois, mas mostraram duas coisas importantes nessas partidas.
Diante da Holanda, foi o poder de reação contra uma seleção que por diversas Copas é considerada uma das favoritas — os japoneses saíram atrás no placar por duas vezes e buscaram o empate. Contra a Tunísia, a equipe foi dominante e se impôs contra um adversário inferior.
Já o Brasil venceu o Haiti sem ser dominante e sem a imposição demonstrada pelo Japão.
O adversário do país pentacampeão mundial na próxima fase pode ser uma dessas duas seleções, que entram mais confiantes e seguras para um eventual confronto eliminatório.
Mas a seleção brasileira, apesar de não convencer, tem seu peso histórico e sempre será uma adversária temida no mata-mata de Copa.
O Brasil tem sido eliminado nas últimas Copas por equipes europeias, mas os adversários sabem que, de uma hora para outra, a seleção pentacampeã pode crescer na competição e surpreender.
Mas isso é pouco para nos deixar confiantes, porque precisamos construir essa confiança na prática, com a bola rolando, jogando de forma agressiva e intensa e mostrando que o Brasil tem uma dinâmica forte.
Porém, o time de Ancelotti ainda não demonstrou isso nessas duas partidas e terá, nesta quarta-feira (24), contra a Escócia, um adversário muito forte fisicamente, que vai se defender com todas as forças e tem uma especialidade histórica: a jogada aérea.




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