Foto: Assessoria Por Alessandra Karoline Com o objetivo de aprimorar a distribuição dos serviços de saúde no município, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou o Plano de Implementação, Organização, Execução e Consolidação do Georreferenciamento de Imóveis, Sociocultural e em Saúde do Território da...

Por Alessandra Karoline

Com o objetivo de aprimorar a distribuição dos serviços de saúde no município, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, apresentou o Plano de Implementação, Organização, Execução e Consolidação do Georreferenciamento de Imóveis, Sociocultural e em Saúde do Território da Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa estabelece critérios para o mapeamento espacial e para a organização das áreas de atuação das equipes de Saúde da Família (eSF) e dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

Previsto para ser executado entre 2025 e 2028, o plano integra a Política Municipal de Reorganização e Aprimoramento do Território da APS, tendo como base legal o Decreto Municipal nº 160, de 5 de fevereiro de 2026. A proposta é mapear de forma detalhada a localização dos domicílios, moradores e áreas de maior vulnerabilidade social, considerando aspectos demográficos, econômicos, culturais e geográficos em regiões urbanas, rurais, periurbanas e ribeirinhas.

A reestruturação territorial será dividida em três fases principais:

Levantamento e coleta de dados: Mapeamento de campo realizado com a participação direta das equipes de saúde locais.

Análise e elaboração: Processamento das informações coletadas para a criação de croquis e mapas dos territórios.

Digitalização e consolidação: Inserção dos dados no sistema municipal para acompanhamento contínuo da rede.

A organização das microáreas dos ACS levará em conta fatores como grau de vulnerabilidade social, facilidade de acesso, distância percorrida e número de moradores. Para a alocação e realocação dos profissionais, o documento prioriza o vínculo comunitário e a proximidade territorial.

O projeto conta com a colaboração do Sindicato dos Trabalhadores/as em Agentes Comunitários de Saúde, de Endemias, de Zoonoses e Técnicos em ACS e ACE de Rio Branco (STACEZTAERB), além da contribuição de gestores e profissionais da saúde.

Euderli Freire, ACS e presidente do STACEZTAERB, também destacou a relevância do diálogo entre os trabalhadores e a gestão municipal durante a elaboração do documento:

Projeto-piloto e implementação gradual

A aplicação do plano será feita de forma progressiva em toda a capital. A Unidade de Saúde da Família (USF) Mariano Gonzaga de Oliveira — vinculada à URAP Rosangela Pimentel Figueira, na Regional Calafate — foi selecionada como a unidade-piloto para iniciar os trabalhos de mapeamento.

Com base nos resultados obtidos na primeira fase, a metodologia será expandida para as demais regionais e territórios da Atenção Primária em Rio Branco. O documento completo com as diretrizes do plano está disponível para consulta pública pela internet.