Espaço abriga restos mortais do imperador e estava fechado para reformas havia quatro anos
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A reabertura da Cripta Imperial, que reúne os restos mortais de três figuras centrais do Brasil Império, atraiu uma fila de curiosos ao Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul de São Paulo, na tarde deste feriado do Dia da Independência.
O mausoléu subterrâneo estava fechado para reformas havia quatro anos. Ele abriga os restos mortais do imperador dom Pedro 1º. Também estão ali os despojos da imperatriz Maria Leopoldina, primeira esposa do imperador, e da imperatriz Dona Amélia, segunda esposa dele.
"Realmente a cripta estava necessitando de uma reforma", diz o orientador socioeducativo Rodrigo Machado, 32, estudante de História, um dos curiosos presentes na longa fila que se formou na entrada da cripta.
"Foi muito positivo eles terem colocado os vidros [de proteção] nas escadas, porque ali, infelizmente, acabava sendo local de consumo de drogas. As pessoas urinavam ali", diz.
A costureira Tânia Santana, 62, foi uma das primeiras da fila. "Frequento esse parque diariamente e estou muito curiosa para saber como ficou. Estava um pouco abandonado, mas acho que agora pode atrair muita gente."
O local permaneceu fechado desde o final de 2022 enquanto passou por reformas estruturais e restauro que custaram R$ 5,3 milhões, segundo a Secretaria de Cultura da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O investimento também foi aplicado na recuperação de itens e estruturas do acervo do Museu da Cidade de São Paulo.
A reforma construiu novos banheiros, sistema de ar-condicionado e acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
Equipes especializadas restauraram o bronze dos sarcófagos imperiais e concluíram o fechamento do teto com mármore amarelo. Houve limpeza da área externa do monumento e também pintura e reparo de trincas na Casa do Grito.
A construção de taipa de mão próxima ao monumento é associada ao 7 de Setembro devido à semelhança com uma casa retratada no quadro "Independência ou Morte" de Pedro Américo (1843-1905).
No túmulo de dom Pedro (1798-1834) foi mantida a inscrição: "Pedro 1º, fundador do Império constitucional e defensor perpétuo do Brasil."
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Os corpos do imperador e suas duas esposas chegaram ao local em épocas distintas. A imperatriz Maria Leopoldina, sepultada antes no Rio de Janeiro, foi a primeira ocupante da cripta. Sua transferência ocorreu em meio às celebrações do quarto centenário de São Paulo.
Os despojos de dom Pedro 1º chegaram em 1972, no Sesquicentenário da Independência, após acordo com o governo português. O corpo cruzou o Atlântico a bordo de um navio e percorreu várias capitais estaduais brasileiras antes de chegar à cripta, embora seu coração permaneça na cidade portuguesa do Porto.



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