A saúde mental passou a integrar oficialmente a gestão dos riscos ocupacionais nas empresas brasileiras. Desde maio de 2026, com a atualização da NR-1, as organizações devem identificar, avaliar e prevenir os fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, incorporando essa gestão ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Entre esses fatores estão sobrecarga de trabalho, jornadas excessivas, metas incompatíveis, assédio moral, violência no ambiente de trabalho, baixa autonomia e conflitos de papéis, situações que podem comprometer a saúde mental dos trabalhadores. Para a especialista Betânia Fernandes, da Comporta Mais, adequar-se à NR-1 vai além do cumprimento da legislação. "Investir na saúde mental dos colaboradores significa investir em produtividade, redução do absenteísmo, melhoria do clima organizacional e sustentabilidade do negócio. A prevenção é sempre o melhor caminho." Segundo ela, a norma exige que os fatores de riscos psicossociais sejam identificados, avaliados e controlados de forma sistemática e documentada. Na Comporta Mais, esse diagnóstico é realizado por meio da Metodologia COMPORTA+ 13D – Diagnóstico Integrado de Riscos Psicossociais e Ergonomia (NR-1 e NR-17), desenvolvida em conformidade com as diretrizes do Ministério do Trabalho e Emprego, na NR-1, na NR-17 (Ergonomia) e em referências internacionais. A metodologia integra a avaliação das 13 dimensões de riscos psicossociais do trabalho com a análise das condições ergonômicas previstas na NR-17, permitindo um diagnóstico ocupacional mais completo e a elaboração de planos de ação personalizados para cada empresa. Para Betânia Fernandes, as organizações que se antecipam às exigências da NR-1 reduzem riscos de afastamentos e autuações, fortalecem a cultura organizacional, aumentam o engajamento das equipes e promovem ambientes mais saudáveis e produtivos.