O Senado dos Estados Unidos pode votar já nesta quinta-feira uma resolução que pede ao presidente Donald Trump que encerre a guerra contra o Irã ou obtenha autorização do Congresso para continuá-la, em uma iniciativa dos democratas para pressionar os republic…

O Senado dos Estados Unidos pode votar já nesta quinta-feira uma resolução que pede ao presidente Donald Trump que encerre a guerra contra o Irã ou obtenha autorização do Congresso para continuá-la, em uma iniciativa dos democratas para pressionar os republicanos a se posicionarem sobre o impopular conflito antes das eleições legislativas de novembro.

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Com pesquisas indicando dificuldades para o Partido Republicano de Trump manter suas estreitas maiorias no Congresso em 3 de novembro, um número crescente de republicanos vem se afastando da guerra, que elevou os preços dos combustíveis. Os democratas pressionam pela votação para obrigar os republicanos a registrar publicamente sua posição sobre o conflito. Apenas 34% dos entrevistados em uma pesquisa Reuters/Ipsos nesta semana disseram aprovar os ataques contra o Irã.

Líderes do Senado haviam dito esperar uma votação não vinculante sobre uma resolução de poderes de guerra antes de deixarem Washington, nesta semana ou na próxima, para retornar a seus Estados e fazer campanha. Assessores do Senado disseram que a votação pode ocorrer já nesta quinta-feira.

O Senado votou 13 vezes — com duas aprovações — resoluções sobre os poderes de guerra relacionados ao Irã desde que forças dos EUA e de Israel começaram a bombardear o país, em 28 de fevereiro. A Câmara dos Deputados, por sua vez, realizou seis votações, três delas favoráveis ao fim do conflito.

As votações têm sido, em grande parte, simbólicas. Apenas uma resolução foi aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado, e a Casa Branca ignorou o resultado.

Mudanças em disputas acirradas

Dois candidatos republicanos ao Senado defenderam na segunda-feira o rápido fim da guerra contra o Irã, no mais recente sinal de que candidatos em situação eleitoral vulnerável tentam se distanciar de Trump.

Tanto Mike Rogers, em Michigan, quanto Ashley Hinson, em Iowa, haviam anteriormente apoiado a autoridade de Trump para atacar Teerã.

Na Câmara dos Deputados, sete republicanos se juntaram aos democratas na semana passada para aprovar uma resolução sobre poderes de guerra. Três deles — Zach Nunn e Marjorie Miller-Meeks, de Iowa, e Nancy Mace, da Carolina do Sul — votaram contra a liderança do partido sobre o tema pela primeira vez.

Nunn e Miller-Meeks enfrentam disputas competitivas pela reeleição em novembro, quando estarão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado. Mace não tentará a reeleição depois de uma campanha malsucedida para o governo da Carolina do Sul.

O deputado Hakeem Jeffries, de Nova York, líder democrata na Câmara, acusou os republicanos na quarta-feira de não levarem a sério o fim da guerra, ao comentar a recente mudança de postura de alguns integrantes do partido.

“É interessante para mim que vários deles que estão em disputas acirradas e à beira de perder, inclusive em lugares como Iowa, Michigan ou Wisconsin, estejam agora começando a dizer que a guerra precisa acabar”, afirmou.