O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) adiou a assembleia-geral de revisão dos estatutos, que deveria ter acontecido na terça-feira, ...
A assembleia-geral foi marcada para a manhã desta terça-feira, dia 30 de junho, na sede do sindicato, em Lisboa, tendo como ponto único da ordem de trabalhos a discussão e revisão dos estatutos, proposta pela atual direção do SNQTB.
Contudo, acabou por ser adiada e não se conhece nova data e local para decorrer.
Contactado pela Lusa, o SNQTB disse que, "considerando os trabalhos a desenvolver, a duração previsível dos mesmos e o número de sócios que compareceram, foi entendido pela mesa [da assembleia-geral] que se justificava que a assembleia-geral se realizasse noutras instalações e noutra data".
Sobre o número de associados presentes, a mesma fonte indicou que compareceram mais de 100.
A Lusa falou com associados presentes, segundo os quais o auditório revelou-se muito pequeno para os sócios que compareceram e que houve mesmo quem não se conseguisse inscrever para poder participar na reunião.
No momento, houve ainda críticas ao facto de a assembleia-geral decorrer num dia e horário laboral e no fim de um mês e semestre, período tradicionalmente de muito trabalho para os bancários.
Também foi criticado o facto de a assembleia-geral não ser descentralizada (ao mesmo tempo em outros locais do país, não só Lisboa), tendo em conta que o SNQTB é um sindicato nacional.
Entre as principais alterações propostas na revisão de estatutos está um limite máximo de três mandatos consecutivos para os presidentes dos corpos sociais, caso da direção do sindicato. Até agora, não havia qualquer limite.
A atual direção do SNQTB tomou posse em outubro de 2023 e é presidida por Paulo Marcos, presidente desde 2015. Se for aprovada a alteração, uma vez que tem efeitos a partir desta revisão estatutária, o atual presidente ainda pode - em teoria - fazer mais mandatos.
Sobre a apresentação de listas candidatas aos órgãos sociais, até agora os estatutos previam que a apresentação de candidaturas podia ser feita por um mínimo de 10% dos associados ou por 200 associados. A revisão propõe que, de futuro, as candidaturas precisem no mínimo de 5% dos associados.
Atualmente, o SNQTB tem mais de 24 mil associados, pelo que implica, caso seja aprovada, que uma candidatura precise de mais de 1.200 subscritores. As proximas eleições são em 2027.
A revisão estatutária passa ainda a conferir ao Conselho Geral, sob proposta da direção, a definição das quotas pagas pelos sócios.
O SNQTB tem mais de 24 mil associados e é o maior sindicato de trabalhadores bancários no ativo, segundo os últimos dados.
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