Foto: Reprodução Por Redação O Ministério da Saúde deu início à distribuição nacional de insulina glargina, um medicamento de ação prolongada que será fornecido de forma totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até esta terça-feira (14), 21 estados brasileiros já haviam recebido os lotes do medicamento. A expectativa...
Foto: Reprodução Por Redação
O Ministério da Saúde deu início à distribuição nacional de insulina glargina, um medicamento de ação prolongada que será fornecido de forma totalmente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até esta terça-feira (14), 21 estados brasileiros já haviam recebido os lotes do medicamento. A expectativa é que o Acre e outros quatro estados recebam suas remessas de tubetes até o final de julho.
A medida faz parte de uma iniciativa do governo federal para substituir de forma gradual a tradicional insulina NPH pela glargina, considerada uma opção mais moderna e que garante mais qualidade de vida aos pacientes.
A transição para a insulina glargina no SUS é voltada a públicos específicos. Inicialmente, os grupos contemplados pela substituição são:
Crianças e adolescentes: de 2 a 17 anos diagnosticados com diabetes tipo 1;
Idosos: pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
A principal vantagem da mudança está na rotina de aplicação. A insulina NPH, atualmente o padrão mais comum no SUS, é classificada como de ação intermediária. Na prática, seu efeito costuma durar menos de 24 horas, o que obriga o paciente a tomar duas ou até três injeções ao longo do dia.
Já a insulina glargina apresenta uma fórmula de ação prolongada:
Com duração de aproximadamente 24 horas no organismo, a glargina necessita de apenas uma aplicação diária para a maioria dos pacientes. A redução no número de injeções diárias simplifica o tratamento, diminui o desconforto e melhora significativamente a adesão dos pacientes à terapia.
O processo de logística e entrega está em ritmo acelerado e foi dividido pelo governo federal em duas frentes de distribuição:
Com a chegada dos lotes aos estados, as secretarias de saúde locais deverão coordenar a logística de armazenamento e definir o fluxo de dispensação para que os pacientes elegíveis possam retirar o medicamento gratuitamente nas farmácias do SUS.




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