Movimento no Brasil está na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries subiram depois da inflação ao consumidor nos EUA em agosto ficar dentro do projetado
Compartilhar matériaAs taxas dos DIs abriram a sexta-feira (11) em baixa após o IBGE anunciar uma deflação maior do que a esperada pelo mercado em agosto, reforçando a percepção de que o Banco Central terá espaço para promover mais cortes de juros.
O movimento no Brasil está na contramão do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries subiram depois da inflação ao consumidor nos EUA em agosto ficar dentro do projetado.
Às 9h47, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,555%, em baixa de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,633% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,03%, com recuo de 13 pontos-base ante 14,164%.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o IPCA, o índice oficial de preços, registrou deflação de 0,32% em agosto ante julho.
A queda de preços foi maior que a projeção de economistas ouvidos pela Reuters, de deflação de 0,29%.
Nos 12 meses encerrados em agosto, houve alta de 4,22%, abaixo dos 4,27% projetados.
A abertura do indicador também trouxe alguns números favoráveis.
A inflação de serviços desacelerou de 0,54% em julho para 0,03% em agosto, enquanto a taxa dos serviços subjacentes -- que excluem itens mais voláteis -- passou de 0,42% para 0,40% no período, segundo cálculos do banco Bmg.
A inflação dos serviços intensivos em mão de obra acelerou de 0,46% para 0,55%, conforme o Bmg.
A taxa média dos núcleos de inflação acompanhados pelo BC passou de 0,26% para 0,22%.
Os dados do IPCA somam-se a outros números da economia divulgados recentemente que apontaram para a desaceleração da atividade econômica e dos preços no Brasil, corroborando as apostas dos investidores de nova redução de 25 pontos-base da taxa básica Selic este mês, com possível novo corte em novembro.
Atualmente a Selic está em 14%.
Na esteira da divulgação dos dados, as taxas dos DIs cederam, em movimento que se manteve mesmo após a divulgação da inflação dos EUA.
O CPI (índice de preços ao consumidor, em inglês) subiu 0,4% em agosto, em linha com o projetado pelos economistas em pesquisa da Reuters.
Às 9h44, o rendimento do Treasury de dois anos--que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo-- tinha alta de 6 pontos-base, a 4,606%.
Já o retorno do título de dez anos --referência global para decisões de investimento-- mostrava estabilidade, a 4,947%.
No Brasil, os desdobramentos da crise no STF (Supremo Tribunal Federal) também seguem no radar dos investidores, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte do caso Master.




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