O túnel Santos-Guarujá, orçado em R$ 6,8 bilhões pelo governo de São Paulo, vai ligar as duas cidades por baixo do canal do Porto de Santos, com módulos d...
Primeiro túnel imerso do Brasil terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros submersos, seis faixas e operação prevista para 2031.
Túnel imerso usa módulos de concreto afundados no canal. Imagem gerada por IA Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR
O túnel Santos-Guarujá, orçado em R$ 6,8 bilhões pelo governo de São Paulo, vai ligar as duas cidades por baixo do canal do Porto de Santos, com módulos de concreto assentados a cerca de 21 metros de profundidade, segundo reportagens do Jornal de Brasília e do O Povo.
A travessia, que hoje depende de balsas, deve cair de cerca de uma hora para cinco minutos. A estimativa está no comunicado da Mota-Engil ao mercado, grupo português que venceu o leilão da obra.
Será o primeiro túnel imerso do Brasil. A ligação terá cerca de 1,5 km de extensão, dos quais 870 metros ficarão submersos, sob o canal de acesso ao porto, de acordo com o comunicado da Mota-Engil.
Pela descrição da empresa, a estrutura terá três faixas em cada sentido, espaço reservado para um futuro VLT, área para ciclistas e pedestres e uma galeria para redes de serviços.
No dia a dia, a mudança atinge muita gente. Segundo o O Povo, mais de 28 mil pessoas usam a travessia por dia, e a travessia por balsa ultrapassa uma hora nos dias de pico.
O túnel não será escavado na rocha. Os módulos de concreto serão fabricados em uma doca seca, levados por flutuação até o ponto certo e afundados em uma trincheira aberta no leito do canal, conforme o Jornal de Brasília, que cita a organização do projeto.
Pelo cronograma divulgado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos de São Paulo e publicado pelo Correio da Manhã, os elementos pré-moldados devem ser produzidos em 2028, com imersão e montagem previstas para 2029.
Depois vêm acabamentos, sistemas e testes. A entrada em operação está prevista para 2031. O início efetivo das obras civis aparece com datas diferentes nas fontes consultadas, por isso segue tratado como previsto, sem data fechada.
O modelo é uma parceria público-privada de 30 anos, que inclui construção, operação e manutenção. Segundo a Mota-Engil, até R$ 5,1 bilhões virão de aportes públicos na fase de construção, divididos igualmente entre o governo paulista e o governo federal. O restante fica com a concessionária.
No mesmo comunicado, a empresa menciona um valor de contrato de cerca de R$ 7,8 bilhões, diferente do custo estimado de R$ 6,8 bilhões divulgado pelo governo estadual.
Para bancar a parte estadual, o governo de São Paulo assinou em 13 de abril de 2026 um crédito de R$ 2,57 bilhões estruturado pelo Banco do Brasil, com garantia da União e prazo de 23 anos para quitação, segundo o Correio da Manhã.
Desde então, quem responde pelo projeto é a TSG Concessionária, empresa criada pela Mota-Engil para o contrato. Nesta fase, o cronograma prevê projetos funcional e executivo, estudos complementares, obtenção de áreas e licenciamento ambiental.
O O Antagonista já mostrou como o projeto chegou a ter previsão de sair do papel ainda em 2025, e também detalhou as seis faixas, a ciclovia e a mudança no acesso à BR-101.




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