No total, a imunização já salvou cerca de 200 vidas desde que foi introduzida no país, segundo um novo estudo.
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Introdução A vacina contra o HPV zerou as mortes por câncer de colo do útero entre mulheres jovens na Inglaterra (20-24 anos) no período de 2020 a 2024, um marco inédito. O estudo, publicado no The Lancet, reforça o poder do imunizante para praticamente eliminar a doença, que causa 350 mil óbitos globalmente anualmente.
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Vacina HPV: zero mortes por câncer de colo do útero em jovens inglesas (20-24 anos). Estudo do The Lancet destaca a eficácia do imunizante em erradicar a doença. Desde 2008, a vacinação contra o HPV já salvou cerca de 200 vidas na Inglaterra. O HPV é responsável por quase todos os 660 mil diagnósticos anuais de câncer cervical. No Brasil, apesar da vacina gratuita, 26,4% das adolescentes não receberam nenhuma dose.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A vacina contra o HPV está reduzindo drasticamente o número de mortes decorrentes do câncer de colo do útero entre mulheres jovens na Inglaterra, revelou um novo estudo.
Entre 2020 e 2024, nenhuma morte por essa causa foi registrada entre inglesas de 20 e 24 anos. É a primeira vez que o marco é atingido.
As projeções, feitas com base nas tendências dos anos anteriores, mostram que 23 mulheres dessa faixa etária morreriam em decorrência do câncer de colo do útero no período se não fosse a proteção da vacina.
Segundo o estudo, o imunizante, quando administrado cedo, consegue praticamente eliminar os óbitos causados por esse tipo de câncer entre mulheres com menos de 30 anos.
Os resultados reforçam a importância da imunização para combater – e possivelmente erradicar – a doença, que causa anualmente 350 mil mortes no mundo.
A pesquisa foi feita por cientistas do Cancer Research UK e da Queen Mary University of London e publicada no periódico The Lancet.
“É incrível pensar que uma única vacina pode praticamente eliminar um tipo específico de câncer”, diz o professor Peter Sasieni, um dos autores do estudo. “Esta pesquisa mostra o quão vital é manter elevados os níveis de vacinação contra o HPV para que mais pessoas estejam protegidas.”
Como erradicar um câncer
A análise dos cientistas revela que as mortes pelo câncer de colo do útero vêm caindo gradualmente na Inglaterra desde a introdução da vacina contra o HPV, que ocorreu em 2008 no país para as meninas, e a partir de 2019 para os meninos.
Entre 2000 e 2004, 25 mulheres inglesas jovens (de 20 a 24 anos) faleceram em decorrência do câncer de colo de útero. Entre 2010 e 2014, foram 27 óbitos nessa faixa etária. Já entre 2015 e 2019, o número caiu para 5. E, finalmente, entre 2020 e 2024, as mortes zeraram.
No total, os pesquisadores calculam que a vacinação já salvou cerca de 200 vidas desde que as campanhas se iniciaram, em 2008.
O HPV (vírus do papiloma humano) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum, que pode se manifestar como uma verruga na pele e mucosas. O vírus, porém, também pode resultar no câncer no colo de útero, além de câncer de pênis, de ânus e de outros tipos. Calcula-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas terão ou já tiveram contato com o vírus, embora, muitas vezes, a infecção possa permanecer totalmente assintomática.
O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical, é o quarto mais comum entre mulheres; quase todos os casos são decorrentes da infecção por HPV. Todos os anos, 660 mil pacientes são diagnosticados com a doença, segundo a OMS. No Brasil, são 17 mil novos casos e sete mil óbitos por ano, de acordo com o Ministério da Saúde.
A vacina é mais eficaz quando é administrada antes do início da vida sexual, quando os indivíduos passam a ter contato com o HPV. Por isso, ela é recomendada para indivíduos de 12 a 13 anos.
Os ensaios clínicos já mostraram que a vacina contra o HPV é altamente eficaz em proteger os indivíduos do vírus e, por consequência, de casos de câncer. Nos últimos anos, porém, estudos feitos com milhares de pessoas vêm mostrando o impacto dessa proteção no mundo real.
Um artigo de 2025, por exemplo, analisou os dados de milhares de pacientes da Escócia e mostrou que o imunizante zerou os casos de câncer de colo de útero entre mulheres que receberam a vacina quando tinham 12 ou 13 anos.
No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS desde 2014. A opção disponível é a tetravalente, que protege contra os tipos mais frequentes do vírus (6, 11, 16 e 18). Na rede particular, é possível encontrar também a opção nonavalente, que protege contra nove tipos de vírus (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58).
O público com acesso à vacina gratuita inclui crianças e adolescentes de ambos os sexos de 9 a 14 anos, além de pessoas de qualquer idade que sejam imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, usuárias de PrEP (medicamento para prevenir o HIV) ou portadoras de papilomatose respiratória recorrente, uma doença crônica.



