Ainda existem aldeias típicas no Algarve, com casas caiadas de branco, flores a enfeitar as janelas e gente acolhedora. Descubra algumas das mais bonitas.

Já quase não existe um Algarve assim: típico, genuíno, tradicional e igual a si próprio. Com a democratização do turismo, os visitantes foram chegando aos milhares, ano após ano, e com cada vez mais intensidade. As aldeias e vilas tradicionais, algumas delas piscatórias, deram origem a aldeamentos turísticos que são iguais em todo o lado. O verdadeiro Algarve quase desapareceu.

Quase! Ainda existem algumas aldeias, infelizmente poucas, onde é possível descobrir o Algarve tal como ela era há apenas algumas décadas. São aldeias com casas caiadas de branco, com pequenos largos em frente à igreja e moradores sentados à sombra a trocar uns dedos de conversa. Longe das praias do litoral, estas aldeias fugiram ao turismo de massas.

Hoje, são quase um segredo. Mas a verdade é que começam a ser cada vez mais procuradas. É importante saber preservá-las e não permitir que tenham o mesmo destino de tantas outras. Se tem curiosidades em conhecê-las, descubra connosco algumas das mais típicas aldeias do Algarve.

Longe do turismo de massas, das praias repletas de gente e dos turistas que apenas buscam sol e mar, existe um Algarve que consegue ainda manter vivas as suas aldeias mais típicas. Alte, em Loulé, é um desses bons exemplos. Alte não perde a identidade e fruto de cuidadoso investimento da autarquia para que fosse alvo de processos de manutenção e preservação, mantém intactos os seus traços.

Sabendo-se que o Algarve assume destaque pelas suas praias e habitações junto ao mar, Alte é claramente uma exceção a essa regra. Para justificar esta situação contracorrente, podem destacar-se vários pormenores como as típicas casas brancas e suas chaminés tradicionais, bem como o seu centro histórico de grande beleza.

O centro histórico de Alte é imponente e dele deve valorizar-se a Igreja Matriz, mas existem outros lugares bem interessantes nesta aldeia como o antigo moinho de água datado do século XII, para além de típicas lojas de artesanato em que se adquirem produtos locais. 

A história da aldeia de Pedralva, no Algarve, é uma história especial. É um dos melhores exemplos, a nível nacional, de como o amor pela terra e pelas tradições podem recuperar aldeias que se julgavam perdidas e abandonadas para sempre. Pedralva renasceu das cinzas e hoje tem vida novamente, contra todas as expectativas.

Localizada em Vila do Bispo, chegou a ter mais de 100 habitantes. Aos poucos, todos foram partindo e resistiram apenas 9, que viviam em casas degradadas ou com poucas condições. Mas Pedralva renasceu! Após um longo processo, todas as casas da aldeia foram compradas e recuperadas para turismo rural.

O município viu na ideia uma oportunidade única de promover o Algarve mais típico e instalou rede elétrica e saneamento. Hoje, Pedralva pode ser a sua aldeia: pode alugar uma das suas várias casas e passar aqui uns dias, em comunhão com a Natureza. A partir daqui pode explorar o interior algarvio, ainda longe do turismo de massas.

Já quase não existem locais assim no Algarve. Mas a pequena aldeia de Querença parece querer resistir, com todas as suas energias, contra o turismo de massas que caracteriza a região sul do país. Alheia a todo o corrupio que acontece sempre que chega o Verão, esta típica aldeia algarvia conserva ainda um ambiente pacato e tradicional.

Localizada em Loulé, Querença é uma das aldeias mais pitorescas do Algarve. Situa-se no alto de um pequeno monte, na transição entre o barrocal e a serra. As suas casas, caiadas de branco, descem ao longo da encosta. No topo da aldeia fica o mais icónico dos seus monumentos: a Igreja Matriz.

A zona é fértil e a aldeia está rodeada de água e nascentes, um bem precioso e escasso no Algarve. Esta abundância de água foi sempre preponderante na fixação da população e também na cultura e nas tradições dos habitantes. E isso nota-se não apenas na agricultura mas também na sua gastronomia.

Longe do turismo de massas que acorre às praias nos meses de Verão, existe um Algarve quase secreto, ainda por explorar. É o Algarve das aldeias típicas, das serras com ribeiros e cascatas, que nos faz lembrar que o espírito desta região e das suas gentes ainda se mantém vivo, apesar da massificação. E esse espírito do Algarve tradicional ainda está presente em Estoi.

Localiza-se no concelho de Faro e tem menos de 4 mil habitantes, mas possui uma riqueza histórica e arquitetónica difíceis de igualar para uma localidade tão pequena. Em Estoi, sobressai o seu palácio, hoje transformado em pousada, e as ruínas romanas de Milreu, uma das mais importantes de Portugal.

Apesar de estar situada perto de grandes centros urbanos, da autoestrada e das praias, a pequena Estoi conseguiu manter a sua autenticidade algarvia. As casas típicas caiadas de branco e com janelas decoradas dão um ar pitoresco à vila e as suas ruas estreitas e sinuosas convidam a um passeio.

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