A taxa de incumprimento registada pelos bancos brasileiros em operações de crédito bateu novo recorde e subiu de 4,9% em julho para 5% em agosto, sobretudo d...
No caso dos particulares, o incumprimento passou de 5,8%, em julho, para 6% em agosto, o maior patamar da série histórica iniciada em março de 2011, segundo os dados da instituição, que considera incumprimento atraso nos pagamentos superior a 90 dias, tanto de particulares quanto das empresas.
No caso das empresas, o Banco Central registou que o incumprimento manteve-se estável em 3,3% em agosto, ainda assim o valor mais alto contabilizado desde outubro de 2017, quando foi registado 3,4%.
O Banco Central também divulgou os dados do endividamento das famílias no mês de julho, que ficou no patamar de 49,9%, com aumentos de 0,2 pontos percentuais no mês e de 1,1 pontos percentuais em 12 meses.
"O comprometimento de renda (rendimento) ficou estável em relação a junho, e aumentou 1,4 p.p. em doze meses, situando-se em 28,7%", notou o banco em comunicado.
O novo recorde de incumprimento de pagamentos em operações de crédito ocorre num contexto em que o Governo brasileiro lançou, em maio deste ano, uma segunda edição de um programa de renegociação de dívidas.
O endividamento dos brasileiros tem sido tema na reta final das campanhas dos principais candidatos a Presidente do Brasil: Lula da Silva, que procura a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro, que diz que os gatos do Governo Lula têm impacto direto no bolso das pessoas.
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