Um Tesla em piloto automático colidiu com uma casa no Texas, Estados Unidos, entrando no seu interior e matando uma mulher que lá estava. O incidente acontece...
O condutor de um Tesla, alegadamente em piloto automático, embateu contra uma casa no Texas, nos Estados Unidos, matando uma mulher que estava no interior. O acidente aconteceu na noite de sexta-feira, 19 de junho.
Segundo o gabinete do xerife do condado de Harris, citado pela NBC News, Michael Butler estava a conduzir um Tesla Model 3 por volta das 20h00 (hora local) na cidade de Katy. O veículo estava "com um sistema de assistência à condução automatizado", dizem as autoridades.
Foi nessa altura que Butler terá perdido o controlo do carro, saindo da sua faixa e depois da própria estrada e indo embater contra uma casa nas imediações.
"O Tesla de Butler entrou pela residência de tijolo a alta velocidade e bateu contra M. Avila que estava dentro da residência", afirmam as autoridades.
A vítima, uma mulher cuja idade não foi adiantada, foi helitransportada para o hospital mais próximo, onde acabou por ser pronunciado o seu óbito. Já Butler ficou também ferido no acidente, apesar de sem gravidade. Segundo a polícia, o condutor não estava embriagado na altura do acidente e encontra-se a cooperar com a investigação, que está em andamento.
Para já, ainda não foram formalizadas quaisquer acusações no caso.
Pode ver imagens do acidente na nossa galeria.
Recorde-se de que esta não foi o primeiro incidente a envolver Teslas em piloto automático. Em 2019, um destes veículos, um modelo S, embateu contra um Chevrolet Tahoe estacionado na via pública, matando os seus ocupantes. O julgamento, que terminou em agosto do ano passado, considerou que a Tesla era responsável pelo acidente e ordenou a empresa a pagar uma indemnização de 210 milhões de euros às famílias das vítimas.
Recentemente, foram publicados dados que sugerem que a Tesla terá apresentado dados distorcidos às entidades competentes europeias para conseguir obter ver o seu sistema de condução totalmente autónoma (FSD) aprovado.
Este ano, o gestor de políticas da Tesla, Ivan Komusanac, terá fornecido à entidade reguladora da Suécia sugestões de que o FSD poderá ter salvo 32 mil vidas e evitado 1,9 milhões de ferimentos. Para além de dizer que os carros com este sistema poderiam percorrer, entre acidentes, uma distância pelo menos sete vezes superior à de condutores humanos dos Estados Unidos da América.
Dados que, no entender de investigadores independentes, "são altamente enganadores", já que se assentam num cenário inviável de todos os veículos das mais diversas tipologias (incluindo até motociclos) nas estradas americanas darem lugar a um Tesla com FSD. E também se assume que todos os automóveis Tesla seriam, no mínimo, sete vezes mais seguros do que aqueles que substituiriam.
A Tesla terá apresentado estatísticas de segurança empoladas e falaciosas a autoridades de pelo menos dois países europeus para obter as aprovações necessárias para o seu sistema de condução autónoma (FSD) supervisionada.



