A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira, 15, novas diretrizes para redução do risco de declínio cognitivo e demência. O documento atualiza as recomendações publicadas em 2019 com base nas evidências científicas mais recentes. No texto, a OMS ressalta que ainda não existe um tratamento amplamente acessível capaz de modificar a evolução da [...]

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira, 15, novas diretrizes para redução do risco de declínio cognitivo e demência. O documento atualiza as recomendações publicadas em 2019 com base nas evidências científicas mais recentes.

No texto, a OMS ressalta que ainda não existe um tratamento amplamente acessível capaz de modificar a evolução da doença ou curá-la, e que a prevenção ao longo da vida continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir novos casos.

Segundo a entidade, 57 milhões de pessoas vivem com demência no mundo e até 45% dos casos estão associados a fatores de risco modificáveis, como hábitos de vida e condições de saúde que podem ser prevenidas ou tratadas.

O percentual, porém, não significa que cada pessoa consiga reduzir individualmente o risco da doença nessa proporção. Trata-se de uma estimativa populacional sobre a contribuição conjunta desses fatores.

A revisão das evidências permitiu ampliar o escopo das recomendações e incorporar temas que ganharam relevância científica nos últimos anos. As diretrizes passaram a contemplar novas condições associadas ao risco de demência e reforçaram orientações já existentes.

As diretrizes de 2019 já consideravam a relação entre demência e condições como:

colesterol elevado (dislipidemia);

alterações relacionadas ao sono.

Na atualização de 2026, passaram a integrar o documento:

acidente vascular cerebral (AVC);

traumatismo craniano;

A poluição do ar aparece pela primeira vez entre as recomendações. A OMS orienta reduzir a exposição tanto à poluição ambiental, especialmente às partículas finas (PM2.5), quanto à poluição dentro das residências como estratégia para diminuir o risco de declínio cognitivo e demência, porém as evidências ainda são consideradas limitadas.

O que continua valendo

Entre as principais recomendações que seguem válidas para reduzir o risco de demência estão:

praticar atividade física regularmente;

manter uma alimentação saudável e equilibrada;

abandonar o tabagismo;

reduzir ou interromper o consumo de álcool;

controlar o peso corporal;

tratar diabetes, hipertensão e colesterol elevado;