Rochas que pareciam carregar uma história de 2,2 bilhões de anos esconderam uma surpresa. Uma nova datação dos depósitos de ferro da Província de Hamersley, na Austrália Ocidental, mostrou que os principais corpos de minério preservados se formaram entre 1,4 e 1,1 bilhão de anos atrás. A diferença muda a ligação entre minério, tectônica e... The post Cientistas fizeram uma descoberta revolucionaria sobre minério de ferro que redefine a história do planeta appear
A nova idade muda pistas usadas para localizar reservas no subsolo
Cientistas descobrem que os maiores depósitos de ferro da Terra são até 1 bilhão de anos mais jovens e mudam a busca por minério Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR
Rochas que pareciam carregar uma história de 2,2 bilhões de anos esconderam uma surpresa. Uma nova datação dos depósitos de ferro da Província de Hamersley, na Austrália Ocidental, mostrou que os principais corpos de minério preservados se formaram entre 1,4 e 1,1 bilhão de anos atrás. A diferença muda a ligação entre minério, tectônica e supercontinentes.
A pesquisa deslocou a formação dos grandes depósitos preservados em até 1 bilhão de anos. A idade aceita antes ficava entre 2,2 e 2 bilhões de anos, mas as novas medições apontaram um período entre 1,4 e 1,1 bilhão de anos.
O estudo publicado no PNAS analisou os grandes depósitos de hematita da Província de Hamersley. O trabalho não anunciou uma única reserva recém-encontrada. Ele estabeleceu uma nova linha do tempo para corpos de minério já conhecidos e preservados na região.
Os cientistas mediram urânio e chumbo dentro dos minerais de óxido de ferro. Pequenas quantidades de urânio ficam presas nos grãos e parte delas vira chumbo ao longo do tempo, formando um relógio natural.
A Universidade Curtin informou que a equipe aplicou essa datação diretamente nos principais depósitos da região:
As formações originais ganharam maior concentração quando parte da sílica e de outros materiais foi retirada da rocha. A proporção de hematita aumentou e transformou camadas antigas em minério de alto teor.
A nova datação liga essa mudança a um período de forte atividade tectônica. Fraturas e circulação de fluidos podem ter ajudado a remover minerais e concentrar o ferro, embora o processo possa variar entre os depósitos:
A principal mudança foi separar uma mineralização antiga dos depósitos gigantes que sobreviveram até hoje. O estudo confirmou sinais de um evento entre 2,2 e 2 bilhões de anos, mas relacionou os grandes corpos preservados a um período muito mais recente.
Os resultados da pesquisa organizam a nova sequência desta forma:
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A nova idade cria uma pista para localizar minério em regiões que passaram por eventos tectônicos parecidos. Em vez de procurar apenas rochas muito antigas, geólogos podem cruzar a idade da hematita com a formação e a separação de supercontinentes.
A Geoscience Australia informa que quase 80% dos recursos identificados de minério de ferro do país ficam na Província de Hamersley. Por isso, entender quando e como esses depósitos se formaram pode orientar novas campanhas de exploração em outras áreas. A nova idade transforma um mapa antigo em guia para futuras buscas.




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