PL aguarda definição de Cleitinho em Minas Gerais, e tem pendências no Ceará, Espírito Santo e Acre

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

19.jul.2026 às 23h00

As convenções partidárias começam nesta segunda-feira (20) em meio a tensões partidárias em ao menos nove estados, com embates internos, rixas entre líderes locais e indefinições na escolha de candidatos ao governo e ao Senado.

O quadro eleitoral nos estados será definido até 5 de agosto, data final para que as candidaturas sejam formalizadas. Caso não haja consenso, a palavra final será dos partidos conforme previsto em seus estatutos, o que pode variar entre disputa na convenção ou decisão do diretório nacional.

Sob a mesma federação, o que obriga que as legendas estejam juntas por ao menos quatro anos, União Brasil e PP têm pendências em quatro estados. A indefinição persiste mesmo após esforços da cúpula nacional e uma reorganização interna que resultou na perda de quadros históricos.

Em dois estados do Nordeste, líderes das siglas se digladiam em torno da escolha dos candidatos ao Senado.

Em Pernambuco, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) disputam uma vaga na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).

Eduardo da Fonte tem o comando da federação em Pernambuco, cuja executiva estadual definiu que ele é o candidato. Mas Miguel Coelho sinaliza que tem a preferência da governadora, com quem tem participado de agendas conjuntas.

"Sempre soube que quem monta chapa e escolhe candidato é a líder do processo, nesse caso a governadora", afirma Miguel Coelho. Ele lembra que, quando não há unanimidade nas decisões, a palavra final cabe ao comando nacional.

A divisão é ainda mais profunda no Maranhão, onde os deputados federais André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) se lançaram pré-candidatos ao Senado por chapas diferentes.

Fufuca aliou-se a Eduardo Braide (PSD), que vai liderar a principal chapa de oposição ao governador Carlos Brandão (MDB). Caso prevaleça, o ex-ministro dos Esportes deve dar um verniz lulista à chapa, que terá o conservador Lehesio Bonfim (Novo) na outra vaga ao Senado.

Pedro Lucas, por outro lado, confirmou sua pré-candidatura no arco de alianças de Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador.

A tendência é que ambos mantenham suas candidaturas ao Senado, e a federação permaneça oficialmente neutra em relação à disputa pelo governo.

Em Roraima, que vive um cenário turbulento após a cassação do governador Edilson Damião (União Brasil), a sigla se dividiu entre as candidaturas ao Senado de Pastor Isamar Ramalho e Tânia Soares. Esta última é cunhada de Antonio Denarium, ex-governador que está inelegível.

A legenda deve ser uma espécie de fiel da balança na disputa pelo governo. Isamar deve apoiar o governador em exercício Soldado Sampaio (Republicanos), enquanto Tânia é mais próxima de Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista.

Em Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) deixou o governo em abril após sete anos de mandato para concorrer ao Senado, mas não conseguiu prevalecer dentro do partido na sua decisão de apoiar o seu então vice e hoje governador Otaviano Pivetta (Republicanos).