A pesar sobre as contas da empresa esteve o desempenho do casino do Estoril, o aumento dos custos e a queda das receitas de jogo territorial. O jogo online dest...

O grupo Estoril-Sol reportou esta quinta-feira, após três adiamentos na divulgação de contas, prejuízos de 25,3 milhões de euros no exercício do ano passado. Em 2025, a concessionária dos casinos do Estoril e Lisboa teve um resultado líquido atribuível aos acionistas da casa-mãe negativo, tal como em 2024, quando as perdas foram de 12 milhões de euros.

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“Estes resultados foram significativamente influenciados pelo desempenho da concessão de Jogo do Estoril, com a redução das receitas de jogos e um aumento geral dos custos de exploração, acompanhando a tendência inflacionista geral”, explica a empresa, no relatório financeiro enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No ano passado, a Estoril-Sol procedeu a uma revisão no valor de recuperação dos ativos afetos à zona de jogo do Estoril e reconheceu uma perda por imparidade de 13,2 milhões de euros, acima das imparidades de 6,8 milhões de euros verificadas em 2024. Ademais, reconheceu uma provisão de 3,3 milhões para fazer face a encargos com a reestruturação do negócio “entretanto iniciada”.

Em causa está a “execução de um amplo e complexo processo de reestruturação” que envolve “uma significativa e permanente redução de custos operacionais, por um lado, e, por outro lado, um investimento significativo na atividade core da subsidiária do grupo que explora a concessão de jogo do Estoril”.

Apesar de os casinos estarem “pressionados pela exigência de maiores contrapartidas anuais, fixas e variáveis”, o conselho de administração está convicto de que o futuro do grupo será positivo, dado que “dispõe de recursos adequados para manter as suas atividades, concessão e licença de jogos de fortuna ou azar e licença de apostas desportivas”. Ou seja, está em condições de garantir o cumprimento do contrato com o Estado português.

As receitas totais de jogo da Estoril Sol (territorial e online) ascenderam a 207,3 milhões de euros, o que representa uma queda homóloga de 2%, de acordo com o documento submetido esta tarde à CMVM. Este ‘bolo’ foi amparado pelas receitas do jogo digital, que cresceram 3%, para 15 milhões, à boleia dos jogos de casino online, enquanto as receitas do jogo físico caíram 4%, face a 2024, para 151,6 milhões de euros.

O grupo presidido por Pansy Catalina Ho Chiu-king fez investimentos (em ativos fixos) no montante global de 4,9 milhões de euros no ano em análise, sendo que a esmagadora maioria foi realizada no âmbito da nova concessão de jogo do Estoril, que engloba os casino do Estoril e de Lisboa.

Ao nível do capex, a Estoril-Sol informa também que vai alocar capital para novos layouts das salas de jogo dos casinos do Estoril e de Lisboa ao longo do segundo semestre e também em 2027. Trata-se de uma substituição de “parte significativa” do equipamento de jogo que transitou da anterior concessão e da melhoria dos serviços/comodidades conexos ao funcionamento das salas de jogo e de entretenimento.

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