A inovação na Europa continua a ganhar terreno e Portugal acompanha essa tendência, registando uma evolução superior à média da União Europeia nos últi...

Não perca nenhuma notícia importante da atualidade de tecnologia e acompanhe tudo em tek.sapo.pt.

Segundo o relatório, Portugal alcança em 2026 um desempenho equivalente a 93,2% da média da União Europeia, ocupando o 15º lugar entre os Estados-membros. Apesar de continuar abaixo da média europeia, o país apresenta uma evolução de 13 pontos percentuais desde 2019, acima dos 11,6 pontos registados pelo conjunto da UE.

No caso português, a Comissão Europeia destaca como principal ponto forte o apoio direto e indireto do Estado à investigação e desenvolvimento empresarial, área em que Portugal ocupa o primeiro lugar entre os 27 Estados-membros. O país também se evidencia na colaboração entre empresas e instituições científicas, refletida no elevado número de publicações conjuntas entre os setores público e privado, e na produtividade associada à redução das emissões de dióxido de carbono.

O relatório identifica igualmente sinais positivos na capacidade de transformar inovação em resultados comerciais. As vendas de produtos e serviços novos para o mercado ou para as próprias empresas cresceram significativamente face a 2025, contribuindo para que Portugal subisse do 13º para o oitavo lugar europeu no indicador de impacto das vendas e do emprego associado à inovação.

Apesar destes avanços, continuam a existir desafios importantes. A Comissão aponta como principais fragilidades o reduzido investimento das empresas em inovação fora das atividades tradicionais de investigação e desenvolvimento, as exportações relativamente baixas de serviços intensivos em conhecimento e a fraca produtividade laboral. Também a utilização de serviços avançados de computação em nuvem continua abaixo do ritmo observado noutros Estados-membros, apesar dos progressos registados desde 2019.

O relatório assinala ainda que Portugal continua a revelar dificuldades em converter o investimento em investigação em ativos de propriedade intelectual, como patentes e desenhos industriais, uma área em que o país perdeu posições relativamente a 2025.

Ainda assim, Bruxelas considera que a base empresarial portuguesa apresenta uma elevada propensão para inovar. O número de empresas que desenvolvem novos produtos e processos permanece acima da média europeia, ao mesmo tempo que o país regista níveis elevados de criação de empresas, crescimento de jovens empresas e investimento direto estrangeiro.

Publicado anualmente pela Comissão Europeia, o European Innovation Scoreboard avalia o desempenho dos países através de 32 indicadores, abrangendo áreas como educação, infraestruturas digitais, investimento público e privado em investigação, atividade das empresas, patentes, startups e impacto económico, ambiental e social da inovação.